BOOKS || As Guerreiras da Maré (Catherine Doyle)

Autor: Catherine Doyle
Tradutor: Thales Fonseca
Editora: Rocco
Série: Sim, livro 2 (série Guardião da Tempestade)
Temas: Aventura, Fantasia, Magia, Infanto-juvenil
Fionn Boyle tinha se tornado Guardião da Tempestade da ilha de Arranmore havia menos de seis meses quando milhares de aterrorizantes caçadores de almas apareceram. Os seguidores de olhos vazios da temida feiticeira Morrigan chegaram para erguer sua líder novamente e Fionn se vê impotente diante da situação. A magia do Guardião da Tempestade o abandonou e, com a memória de seu avô minguando, Fionn terá que contar com seus amigos Shelby e Sam para ajudá-lo a convocar o exército de merrows de Dagda, as criaturas guerreiras que patrulham as profundezas do mar de Arranmore.
Mas ninguém acredita que as ferozes criaturas marinhas sequer existam. Como ele poderia provar que está certo se não possui magia? Enquanto Fionn procura pelo seu exército perdido, os outros ilhéus se preparam para a invasão. A batalha para salvar Arranmore começou.
Em uma gélida manhã de inverno, nas águas de uma ilha praticamente esquecida, uma merrow nadava, distante de seu lar. A névoa pairava como um véu sobre o mar, se agarrando à sua pele no momento em que ela subiu à superfície. Primeiro, uma coroa de corais e ossos, e então olhos amarelos, redondos como a lua. Uma cicatriz pálida delineava o seu maxilar.
Ela interrompeu o nado.
Havia um menino parado na beira do mar. Ela sentiu o cheiro de sal marinho em seu sangue.
Passou a língua nos lábios.
Guardião da Tempestade.
Ela lembrava.

>>>PRIMEIRA FRASE DO LIVRO<<<

"Em uma gélida manhã de inverno, nas águas de uma ilha praticamente esquecida, uma merrow nadava, distante do seu lar.”

RESENHA<<<

Continuação de um livro fofo, uma história simpática e bons momentos, a continuação de “A Ilha do Guardião da Tempestade” continua com o astral lá em cima e flui bem.
Para saber os venenos do livro anterior, clique:
Livro 1 - A Ilha do Guardião da Tempestade

Gostei da continuação, a história não deu aquele salto meio louco como acontece as vezes, aqui, o protagonista, Fionn, está tendo problemas para se manter como guardião e isso impacta em como os habitantes da Ilha se relacionam com ele – cobranças e informações do passado/ magia.

Aqui, o autor resolve nos contar mais sobre a Ilha, tanto para ‘ajudar’ o novo Guardião a se localizar, ter a base para ir atrás do que lhe foi confiado, bem como nós, leitores, possamos entender o mundo que a autora está construindo e que a gente se sinta parte dele. Além de outras pequenas histórias e situações que são comentadas ao longo do livro.

No caso em específico das guerreiras, no início parece que as coisas serão fáceis e meio de mão beijada, mas aos poucos a gente entende que a pista está lá, mas não exatamente será tão fácil assim. O que me fez gostar ainda mais da história, muitas pessoas acreditam que por ser um livro infanto, tudo precise ser bobo e/ou fácil.

Como todo bom livro de crianças, existe o grupo principal – Fionn, Shelby e Sam, habitantes da ilha que estão ao lado do Guardião para apoiá-lo e entrar de cabeça na aventura, sendo ora alívio cômico, ora falando sério. E óbvio que a graça está na briga de Fionn com o namorado da irmã e isso faz com que ele ache que tudo de ruim é culpa dele (ou de sua família) e meio que nos induz a ter o mesmo pensamento.

Esse é um ponto positivo, mas a gente só percebe no final do livro, as vezes a gente é meio que conduzido por pensar igual ao protagonista e acreditamos que as soluções serão fáceis ou previsíveis e apesar de ser uma história bacana, será ‘chatinha’, pois sabemos para onde vai. Porém, não é assim que as coisas acontecem.

A leitura continua rápida e fluía e temos novos personagens, na verdade alguns já tinham sido comentados no livro anterior, mas aqui ganham mais destaques. A vibe nonsense e as brigas entre família continuam, por isso se você gostou do anterior, vai gostar desse aqui também...

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