BOOKS || De Olho Nela (Kate Stayman-London)

Autor: Kate Stayman-London
Tradutor: Alexandre Boide
Editora: Paralela
Série: Não
Temas: Comportamento, Romance, Reality Shows, Relacionamento
Bea Schumacher é uma blogueira de moda plus size que tem amigos maravilhosos, uma família dedicada, uma legião de seguidores… e um coração partido. Para se distrair, toda semana ela acompanha o viciante reality show É pra casar, em que uma pessoa busca o amor verdadeiro entre vinte belos pretendentes.
Justo quando Bea desiste de vez de procurar pelo amor, ela recebe uma proposta intrigante: É pra casar quer que ela seja a próxima estrela do programa. Bea concorda, mas com uma condição: ela não vai se apaixonar de jeito nenhum. O que ela quer é dar mais visibilidade para sua carreira e para outras mulheres plus size, inspirando pessoas no país inteiro a se aceitarem.
Mas, quando as câmeras começam a rodar, ela percebe que as coisas serão mais complicadas do que ela esperava… Em uma narrativa montada a partir de tweets, roteiros e blogs de fofocas, Kate Stayman-London nos convida a mergulhar no mundo incrivelmente real de Bea.

>>>PRIMEIRA FRASE DO LIVRO<<<

"O mercado de pulgas de Clignancourt ficava no extremo norte da cidade, a alguns quarteirões da última estação da linha 4 do metrô, onde a arquitetura parisiense se tornava mais simples, mais mundana – um lembrete de que nem toda a cidade remetia a séculos de tradição e romance.”

RESENHA<<<

Eu achei a ideia do livro genial, nada como mostrar 2 coisas relativamente conflitantes – reality shows e colocar uma pessoa gorda (fora do padrão) como protagonista. Porém, não sei bem se a execução foi bem-feita, teve momentos de vergonha alheia, alguns diálogos mal desenvolvidos e ficou conflitante.

A ideia é mostrar diversidade e Bea é uma blogueira plus-size que é convidada para participar do programa “É Pra Casar”, inspirado no “The Bachelorette”, onde ela vai escolher entre 25 caras o amor da sua vida. Até aí tudo bem, mas à medida que as coisas avançam, vemos a personalidade de Bea ser destruída, armações da showrunner do programa e os comentários da internet.

Essa mistura, ou seja, ver alguns pontos de vista diferente, eu curti. Porém, em algumas situações a coisa ficou meio descontrolada. Principalmente na parte do reality, onde a showrunner fazia um monte de coisa bizarra, para manipular o programa, mas era algo super ruim com a protagonista. E o que eu fiquei pensando no final foi na manipulação desse tipo de programa – um monte de coisa ser combinada ou feita de propósito e o quanto isso gera de mídia, esquecendo completamente da protagonista e as questões relativa a não ser padrão.

O melhor personagem é a amiga da protagonista, assertiva em seus conselhos e mostra a verdade verdadeira, alguns pretendentes são interessantes, mas tem outros personagens que sei lá, realmente só fizeram figuração, pois dentro da trama não acrescentaram muita coisa.

A mudança de mídia com certeza foi o ponto alto, pois tinha momentos que era meio cansativo ver esse estilo ‘reality show’, mas quando eram os comentários/youtube/podcast com o que o público estava achando ou mensagens positivas e negativas, tinha o choque de realidade. Por que as pessoas se sentem no direito de julgar e comentar tão maldosamente sobre o corpo das pessoas? Onde e quem ditou esse padrão atual e porque anda tão difícil de mudá-lo?

Acredito que vale a leitura, porém dava para ter ido mais longe. Senti muitas vezes que fugia do tema e focava nas fofocas de reality show. Mas é uma autora para se ficar de olho...

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