BOOKS || É Assim que se Perde a Guerra do Tempo (Amal El-Mohtar & Max Gladstone)

Autor: Amal El-Mohtar & Max Gladstone
Editora: Suma de Letras
Série: Não
Temas: Distopia, Ficção Científica, LGBT, Viagem no Tempo, Romance
Tradutor: Natalia Polesso
Vencedor dos prêmios Hugo, Nebula e Locus.
Uma história que atravessa tempo e espaço para narrar o destino de duas viajantes do tempo rivais que se apaixonam e precisam mudar o passado para garantir um futuro juntas.
Entre as cinzas de um mundo em ruínas, uma soldada encontra uma carta que diz: Queime antes de ler. E assim tem início uma correspondência improvável entre duas agentes de facções rivais travando uma guerra através do tempo e espaço para assegurar o melhor futuro para seus respectivos times. E então, o que começa como uma provocação se transforma em algo mais.
Um romance épico que põe em jogo o passado e o futuro. Se elas forem descobertas, o destino será a morte. Ainda há uma guerra sendo travada, afinal. E alguém precisa vencer.

>>>PRIMEIRA FRASE DO LIVRO<<<

"Sangue engoma seu cabelo." 

RESENHA<<<

Um livro que entrei meio sem saber o que esperar dele e saio com uma sensação que falta alguma coisa, mas ao mesmo tempo não falta, pois, a vida é assim, a gente nunca sabe de verdade tudo que vai acontecer. E sem entrar no mérito 'será que se eu tivesse feito X ao invés de Y as coisas seriam diferentes?'. O livro traz uma relação complicada, mas interessante sobre a vida de maneira geral.

Nesta história o tempo pode ser maleável existe duas facções ‘jogando’ contra ou a favor da Humanidade – Agência e Jardim, e cada uma usa dos meios para garantir pontos ou dentro da nossa história – deixar que as coisas sigam um determinado rumo.

Porém, o que acontece se um jogador de cada facção se apaixona? Como isso pode impactar o jogo? É possível se apaixonar por alguém que nunca vimos e talvez nunca possamos ficar juntos?

A narrativa é intercalada por alguns momentos da História, alguns fáceis de identificar e outros nem tanto, e as cartas que as duas trocam, cartas essas que são escondidas nas mais diversas coisas da natureza/mundo. E ao longo das cartas vemos essa construção do amor? Se desenvolver.

É um livro poético, difícil de ler/entender, pois a ideia não é ver como o mundo pode mudar e sim, esses sentimentos, ora conflitantes, ora em desenvolvimento/expectativa que as duas vão passando nas cartas e claro o medo de serem pegas e no que isso pode impactar para cada uma das facções.

No início, a gente tem uma certa dificuldade de se posicionar (no tempo) e entender quem é cada facção e como isso implica no jogo da Humanidade, mas aos poucos entendemos que as cartas são as partes interessantes e cheias de sentimento e que o local da História é um plus na explicação.

Me lembrou um pouco ‘O JOGO DO AMOR E DA MORTE’, pois existem 2 times brigando por algumas situações, onde o Mundo é um grande tabuleiro, meio como se a gente fosse um deus, seja num The Sims da vida ou nesses jogos de construção de impérios...

Vale a leitura, mas vá devagar, não é algo que estamos acostumados e nas primeiras páginas rola um certo desconforto até a gente está de fato mergulhado na trama...

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