BOOKS || Nova York 2140 (Kim Stanley Robinson)


Autor: Kim Staley, Robinson
Tradutor: Marcia Blasques
Editora: Planeta
Série: Não
Temas: Ficção, Distopia,
A mais terrível previsão de cientistas de todo o mundo se concretiza: o aquecimento global eleva o nível dos oceanos, submergindo a cidade de Nova York. Os habitantes da metrópole, no entanto, conseguem se adaptar, e a Grande Maçã segue tão viva e fervilhante como sempre, ainda que de formas inteiramente distintas das de antes. Cada rua é agora um canal; cada arranha-céu, uma ilha. Por meio dos olhos – e dos destinos – de diversos moradores de um prédio da antiga Madison Square, Kim Stanley Robinson nos mostra como uma das maiores cidades do mundo se transformaria após uma catástrofe climática dessa magnitude, no limite entre a utopia e a distopia. Não seria apenas a cidade a mudar: a humanidade jamais seria a mesma. 
>>>PRIMEIRA FRASE DO LIVRO<<<
"- Quem escreve o código cria o valor."

RESENHA<<<
Um livro com uma temática interessante, porém a história saiu completamente dos trilhos e misturou um monte de coisas. Ficando assim chata, arrastada e confusa.

Nova York 2140 retrata uma possível realidade, onde os níveis dos oceanos aumentaram tal ponto que as cidades costeiras viraram ‘novas Veneza’. E para contar essa história, o autor mostra uma grande torre – Met, onde seus muitos moradores moram, comem, plantam e seguem suas vidas. Ele escolhe falar de um certo número – 8 pontos de vista no total, sendo os mais variados em tipos, profissões e vida.

Eu adoro uma narrativa com vários pontos de vista, porém, aqui não funcionou. Acredito que por 2 motivos – eram muitos personagens e suas histórias eram completamente diferentes. Sim, existe o local onde moram como pano de fundo, mas as histórias são esparsas demais e a narrativa não é cativante.

Outro ponto é a parte histórica, a história mistura um pouco de realidade e ficção, então ela conta coisas que aconteceu na nossa linha do tempo, mas intercala com coisas que não fazem sentido (entendo ser a parte ficção), mas o autor não deixa isso claro, a explicação história dos “Pulsos” ou quando, onde e como os níveis foram aumentando, ficou muito a desejar. Confesso que em determinado momento, larguei isso de mão para me estressar menos e não abandonar a leitura.

Existe sim um pequeno fio condutor, mas, a coisa demorava para ser ‘vista’ – ligar com outros personagens e algumas histórias e pontos de vista foram desnecessários. Isso impactou muito na leitura, a narrativa do autor não é fluida ou clara, apesar do tema ser interessante – aumento dos níveis dos oceanos e a bolha da especulação imobiliária. A história do primeiro fica muito a desejar e a segunda parte aparece mesmo praticamente no final, talvez nas últimas 50 páginas. Muito tempo para fisgar o leitor.

Não morri de amores pela história, acredito ter chegado ao final, mas pela força de vontade mesmo de terminar (e não querer contar como abandono) do que realmente pela motivação ou apreço pela história.

Para comprar:
Nova York 2140

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2 comentários

  1. Andy!
    Fico sempre bem triste quando vejo um livro que teria um bom potencial de ser bem desenvolvido, ficar tão sem graça, ainda mais por causa da narrativa, ainda mais sendo um livro de ficção, estilo que gosto tanto.
    cheirinhos
    Rudy

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    Respostas
    1. Tbm fico, principalmente pq a ideia é boa, mas no final ele se torna cansativo e vc tem a tendência a desistir

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