BOOKS || Se Eu Não te Vir Primeiro (Eric Lindstrom)

Autor: Eric Lindstrom

Tradutor: Maryanne Linz
Editora: Rocco
Série: Não
Temas: Jovem-adulto, Comportamento, Relacionamento, Romance
Desde que perdeu a visão, Parker Grant, de 16 anos, estabeleceu uma série de regras e rotinas para si e para o mundo. Ela não quer ser tratada diferentemente por ser cega, e muito menos que tirem proveito da situação. Scott Kilpatrick é a pessoa que mais sabe disso, pois foi banido da vida de Parker depois de quebrar a mais importante das regras. Mas agora, muitas coisas estão diferentes. Alguns anos se passaram, seu pai morreu e sua tia se mudou com os filhos para sua casa. Cercada de pessoas que não conhecem sua rotina, ela precisará se adaptar novamente. E isso talvez não seja tão simples, agora que Scott, a pessoa que mais a magoou, está de volta.
>>>PRIMEIRA FRASE DO LIVRO<<<
"Meu alarme toca, eu o desligo com um tapa e bato no botão da fala ao mesmo tempo."

RESENHA<<<
Li esse livro sem nenhuma expectativa e meu Deus, adorei e parei para pensar em muitas coisas. Me lembrou um pouco de “Extraordinário” e como a gente as vezes fica muito preocupado com os nossos sentimentos e nossas versões das coisas e não perguntamos ou não paramos para pensar nos sentimentos e nas versões alheias.

Parker é uma menina que perdeu a visão quando era criança e sua vida tem sido difícil, e como não seria? Perder um sentindo é horrível para qualquer um, e por isso, ela acaba se tornando metódica e digamos, sem filtro para o comportamento/área social.

O livro nos conta sempre a vida da menina e como após perder o pai, ela ficou sem rumo, mas aos poucos ela percebe que quando ela usa a carta ‘da menina cega’, ela se esquece que a vida de muitas pessoas foram modificadas para que ela pudesse ter a sua vida normal inalterada e aos poucos ela percebe isso. e suas amizades, informações e outras situações vão sendo colocadas à prova.

O livro é um soco no estômago em muitas situações, não apenas a questão da cegueira da personagem, mas a maneira ‘escota’ que ela age as vezes, ela diz que não quer ser tratada diferente por ser cega, mas durante boa parte do livro ela gosta de jogar a carta de pobre menina, mas aos poucos ela percebe que todo mundo tem problemas, algumas coisas são escondidas na vida das pessoas e aparência não é tudo. Gostei muito da jornada da personagem e a parte que ela explica a questão de ouvir tudo para entender (aqueles conversores de texto em voz).

A história tem uma crescente muito bacana, não apenas da Parker, mas de todo mundo que a cerca, para os tios e ela é uma nova mudanças (a família se mudou para que ela não tivesse que começar do zero por ser cega e ter de se re-acostumar a uma nova vida). O passado na forma de Scott Kilpatrick, onde os dois revistam os ruídos de comunicação que tiveram e como isso a transformou. É um livro com muitos aprendizados.

Prepare seu lencinho, pois tem alguns momentos bem intensos, mas tem coisas engraçadas, doidas e normais, como em qualquer outra vida. Pois a gente vai aprendendo ao decorrer das situações que nos são apresentadas na nossa vida. Acredito que esse é daqueles livros que as vezes no ano a gente precisa ler para voltar aos trilhos.

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2 comentários

  1. Oi, Andy.
    Eu amo histórias assim, mas ainda não conhecia esse livro.
    Fiquei bem interessada e já vou colocá-lo na minha lista de desejados.
    Estou precisando de leituras emocionantes!
    beijos
    Camis - blog Leitora Compulsiva

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