BOOKS || Belles (Dhonille Clayton)


Autor: Dhonille Clayton
Tradutor: Stephanie Borges
Editora: Plataforma 21
Série: Sim, livro 1 (série Belles)
Temas: Fantasia, Ficção, jovem-adulto
"Há uma maldição no reino de Orléans. Tempos atrás, o enciumado Deus do Céu castigou todos os cidadãos do reino a nascerem com uma pele acinzentada, olhos avermelhados e cabelos feito palha. Em compensação, a Deusa da Beleza enviou as Belles para ajudar a tornar o mundo bonito outra vez. As Belles controlam a beleza. Por isso, a cada três anos ocorre um festival. Durante essa celebração, uma nova geração de Belles é apresentada ao público e os reis de Orléans elegem a sua favorita. A escolhida passa, então, a viver no palácio real e tem a incumbência de cuidar da beleza de todos da corte, enquanto as outras são enviadas para trabalhar nas casas de chá espalhadas pelo reino. Tudo o que Camélia Beauregard mais quer é ser a favorita da rainha. Mas, com o tempo, a jovem Belle irá descobrir que essa cobiçada posição não é tão glamourosa assim. As regras são muito rígidas. A corte é perigosa e cheia de segredos sombrios. Além disso, é preciso lidar com a Princesa Sofia – uma garota ambiciosa e capaz de qualquer coisa para se tornar a mais bonita de todas... Afinal, beleza é poder. Belles é uma fantasia tão encantadora quanto perturbadora. Com uma escrita ornamentada, Dhonielle Clayton presenteia os leitores com um mundo onde o preço da beleza é levado ao limite, revelando o lado mais obscuro das pessoas.
>>>PRIMEIRA FRASE DO LIVRO<<<
"Todas nós completamos 16 anos hoje, e para qualquer garota normal isso significaria macarons de framboesa e limão, pequenos dirigíveis em cores pastéis, espumantes rosé e jogos de cartas. "

RESENHA<<<
Sabe quando você gosta de uma história, mas não muito de como ela foi escrita/ conduzida? Então, “Belles” ficou nesse nível. Apesar de achar umas coisas muito loucas, eu gostei do mundo que a autoria criou e apesar de nós, hoje em dia, não sermos exatamente como algumas cenas descritas no livro, imagino que em breve iremos chegar nesse ponto. Apesar de ser algo meio impossível hoje, não é improvável, digamos assim.

A beleza dita as regras, como será o cabelo, as unhas, cores, roupas. A perfeição é a norma. Tem uma pegada um pouco de “FEIOS”, mas não é exatamente a mesma coisa. Aqui, as belles são pessoas?! Que ditam as normas, capazes de organizar outras pessoas – entenda como mexer na estrutura do corpo, tipo ossos – com magia.

Quando a gente passa pelo primeiro choque, a gente embarca na aventura. O lance é que tudo é descrito com muitos detalhes que deixa a narrativa meio chata e cansativa, principalmente no decorrer do livro. Não sei se foi a tradução ou se no original está assim também, mas tudo levar o nome belle cansa, tipo xampu-belle/ creme-belle, cito como exemplo para vocês entenderem. No início a gente recebe uma pequena explicação sobre os produtos belles que são perfeitos e blablabla, acho que ficou cansativo ler isso a todo momento.

Eu não fui com a cara da protagonista, achei ela boba e chata, muito infantil e uma deslumbrada. Se ser uma ‘belle’ é ser algo divino, como se a deusa da beleza as tivesse criado, como vou ficar deslumbrada em um palácio? Nesse ponto, a autora deu bola fora, pois as explicações sobre a vida das belles foi fraca/ jogada, algo para ter gancho para um livro 2? Provavelmente.

A pitada de romance foi muito tosca, acho que era melhor nem ter existido ou a autora ter usado outro personagem para extrair informação, ficou meio forçado e ainda reforçou a história da protagonista como boba demais.

Há outros pequenos furos que me irritaram, principalmente quando as belles estão na Corte e elas começam a descobrir certas coisas, acho que a autora precisava desenvolver melhor sua história. Ela tem potencial, mas deu a impressão que muitas coisas foram corridas ou não tão bem pensadas, tem alguns furos que não dá para passar desapercebido.

Mas, a crítica social em cima da beleza e o quão mesquinhas as pessoas podem ser ou o quão longe podem ir por serem belas, perfeitas, a sensação da Corte mostra um possível retrato do futuro.

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