BOOKS || Tartarugas Até Lá Embaixo (John Green)

Autor: John Green
Tradutor: Ana Rodrigues
Editora: Intrínseca
Série: Não
Temas: Jovem-Adulto, Romance, Comportamento, Aventura
A história acompanha a jornada de Aza Holmes, uma menina de 16 anos que sai em busca de um bilionário misteriosamente desaparecido – quem encontrá-lo receberá uma polpuda recompensa em dinheiro – enquanto lida com o transtorno obsessivo-compulsivo (TOC).
Repleto de referências da vida do autor – entre elas, a tão marcada paixão pela cultura pop e o TOC, transtorno mental que o afeta desde a infância –, Tartarugas até lá embaixo tem tudo o que fez de John Green um dos mais queridos autores contemporâneos. Um livro incrível, recheado de frases sublinháveis, que fala de amizades duradouras e reencontros inesperados, fan-fics de Star Wars e – por que não? – peculiares répteis neozelandeses.
>>>PRIMEIRA FRASE DO LIVRO<<<
“Quando me dei conta pela primeira vez de que eu talvez fosse fictícia, meus dias úteis eram passados numa escola da região norte da cidade de Indianápolis, chamada White River High School, onde forças maiores que eu – tão maiores que eu nem saberia por onde começar a identifica-las – delimitavam meu almoço a um intervalo de tempo determinado, entre 12h37 e 13h14.”

RESENHA<<<
Olá galerinha, tudo bem? Eu costumo amar histórias assim, que tem algum tipo de patologia no meio e que trazem reflexões. Quando eu vi o nome John Green, já pensei, preciso ler! Eu costumo curtir muito os livros do autor, então não poderia deixar de conferir esse pelos motivos que disse acima.

Vamos ver o que eu achei?

Nessa história iremos conhecer Aza Holmes e Daisy, moradoras de Indianápolis - EUA. Elas decidem entrar no caso do Bilionário Fugitivo, como o dinheiro ofertado pela família era bem alto e elas estavam precisando do dinheiro, então, embarcaram nessa. Com isso elas começaram a investigar o caso e aos poucos foram juntando suas pistas e desenvolvendo pensamentos e teorias sobre o caso, Aza acreditava que tinha alguma coisa mal contada nessa história.

Tudo parecia estar indo bem, e parecia que em breve elas iriam levar uma bolada. Mas no fundo não era bem assim. Aza, sempre escrava de seus pensamentos, sentia nojo de coisas normais, que em geral as pessoas não se sentem assim, como seus próprios pelos, suor e etc. Além de se sentir incomodada de uma maneira anormal sobre sua magreza; e se já não bastassem esses pensamentos estranhos sobre ela mesma, ela ainda tinha alucinações ou devaneios estranhos.

Nessa busca pelo Bilionário, Aza acaba batendo de frente com seu passado e encontrando um amigo antigo. O que exatamente uma coisa tem com a outra? Bom, Aza conhecia o filho do Bilionário Fugitivo, Davis, o tal amigo do passado. Em seu passado, Aza já frequentou um acampamento que era exclusivo para crianças que perderam um dos pais e foi nesse local que Aza conheceu Davis e com isso ela também acabou tendo algum tipo de contato com a família Pickett e acabou descobrindo alguns dos seus segredos; com por exemplo a existência e localização de uma câmara que os filhos de Russel esconderam.

A história é bem desenvolvida e temos nas mãos personagens incríveis e tocantes com seus muitos defeitos e algumas qualidades. E como eu já imaginava no começo, eu amei Daisy desde o primeiro momento. Adoro quando a trama surpreende nos trazendo não apenas protagonistas intrigantes, mas personagens secundários que te encantam ou surpreendem de maneira inesperada. Durante a história vamos nos deparar com trechos da fanfic de Daisy; ela é uma escritora que tem uma certa fama. E aí fiquei com a sensação de que poderia facilmente ler algo a respeito de Daisy posteriormente, que o personagem tem muito mais para agregar. Além da Daisy, temos também Noah, irmão mais novo de Davis. Que também rouba a cena em alguns momentos.

Voltando ao enredo principal eu adorei os personagens e o desenrolar da trama, como mencionei, porém, o final eu esperava algo diferente do que foi. Mas não vou dizer que foi ruim. Foi aceitável. Entendi o livro como sendo um dos mais sensíveis do autor, por retratar um distúrbio com o qual o autor convive e podemos identificar isso durante toda a leitura de Tartarugas Até Lá Embaixo.

A história teve seus altos e baixos, confesso que eu esperei mais em alguns momentos, mas ainda assim foi uma leitura muito boa.

Beijos.

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