BOOKS || Mentes Sombrias (Alexandra Bracken)

Autor: Alexandra Bracken
Tradutor: Viviane Diniz
Editora: Intrínseca
Série: Sim, livro 1 (série Mentes Sombrias)
Temas: Distopia, Fantasia, Jovem-Adulto,
Do dia para a noite, crianças começam a morrer de um misterioso mal súbito. Em pouco tempo, a doença se espalha e os que sobrevivem a ela desenvolvem habilidades psíquicas assustadoras.
Uma delas é Ruby. Na manhã do seu décimo aniversário, um acontecimento aterrador faz com que seus pais a tranquem na garagem e chamem a polícia. A menina é então levada para Thurmond, um acampamento que segue as diretrizes brutais do governo vigente.
Seis anos depois, ela se torna uma das jovens mais perigosas de Thurmond, embora tenha que esconder isso a todo custo para a própria segurança. Quando a verdade vem à tona, Ruby desperta o interesse de muitas pessoas e precisa escapar às pressas. Fora dali, ela se alia a fugitivos de outros acampamentos e conhece Liam, que lidera uma fuga em direção ao único refúgio para adolescentes como eles. Por mais que queira fazer amigos e ter uma vida normal, Ruby sabe que isso não vai ser possível, porque nenhum lugar é seguro, e ela não pode confiar em ninguém - nem em si mesma.
>>>PRIMEIRA FRASE DO LIVRO<<<
“Grace Somerfield foi a primeira a morrer.”
RESENHA<<< 
Olá, eu me interessei por este livro quando ele foi lançado pela primeira vez pela Editora ID, e fiquei imensamente feliz não apenas em saber que o livro seria relançado pela Intrínseca, mas que virou uma adaptação da Fox para as telas. Então eu vibrei com alegria e corri para conferir de uma ver por todas, essa trama. 
A Andy já fez a resenha do livro (quando saiu pela ID, para conferir, clique aqui).

"Os que se transformaram 
vão mudar tudo".

A história nos traz um vírus que devasta os Estados Unidos, atingindo as crianças e adolescente, muitos morrem, mas aqueles que não morrem tem suas mentes transformadas. Cerca de 98% das crianças morreram e quem não morreu adquiriu habilidades estranhas e que começa a assustar não apenas as famílias, mas o governo que determina que todas as crianças devem ser recolhidas para uma espécie de zona de concentração onde são catalogados de acordo com suas habilidades e divididos por níveis de ameaça ou não. E isso tudo com a promessa de serem tratadas e curadas. Mas isso está longe de ser verdade.

Ainda que o governo tenha criado um sistema para classificar as crianças, ainda assim tem aqueles que conseguem dominar a mente alheia e fazer com que as pessoas executem o que elas determinarem. Dessa forma, alguns são caçados, pois se rebelam e fogem, enquanto outros conseguem se esconder por um período sendo classificados como melhor lhes convém agindo pelo instinto de proteção que todo ser humano possui. Ruby foi uma das crianças atingidas pelo vírus que passou a ser conhecido pelo nome de NAIA - Neurodegeneração Aguda Idiopática (resumindo, um vírus que atinge neurologicamente o indivíduo causando algum tipo de degeneração que não pode ser caracterizado ou estar aparente) - não me aguento em dar essas explicações, pois minha "veia de enfermeira grita", ainda que agora eu seja uma "menina" de Letras. kkkkkk

Voltando ao texto, Ruby também adquiriu indo parar em um desses acampamentos para as crianças, logo de cara ela testemunha algumas alterações do tal vírus e o que ele é capaz de fazer, pois ocorre um "incidente" ao chegarem no local em que ficarão por um tempo. Ruby, torceu muito para não ser uma dessas crianças, mas ela é e isso muda tudo completamente. Ainda que seja apenas uma menina, muito nova, ela tem uma percepção clara do que está acontecendo ao redor e consegue passar pelo "crivo" de avaliação sendo classificada como acha que estará protegida e não como quem realmente é. 

As crianças são usadas em diversos experimentos e todas maltratadas, afinal os seres humanos tem por hábito, muitas vezes subjugar o que não entendem ou temem. Tudo naquele lugar, naquela zona de concentração me deu arrepios ainda que como leitora e Ruby, uma menina tão novinha de apenas dez anos, obviamente fica muito assustada e ponderada quanto à tudo até começar a entender e perceber a realidade das coisas e de que não tem cura ou intenção alguma do governo ou famílias em que aquelas crianças e jovens em algum momento sejam liberadas para uma vida normal. Elas são temidas, e em alguns momentos eles tem que temer mesmo. pois essas crianças e jovens podem realmente ser perigosos quando entendem suas novas habilidades e percebem que estão em um beco sem saída. Encurraladas e sem esperança. Algum tempo depois de ir para a zona de concentração, Ruby consegue escapar através de um esquema armado por uma médica, mas ao perceber suas intenções reais e não mais uma menininha e sim uma adolescente esperta e escaldada, Ruby foge e encontra um grupo como ela, juntos se apoiam, tentam entender o que de fato aconteceu com eles e só querem retornar aos seus lares.

Nem tudo é o que parece e a leitura flui com muita facilidade incluindo muitos mistérios, um deles o motivo verdadeiro de Ruby ter ido para o acampamento, e em Mentes Sombrias temos um show extraordinário e muito bem ambientado por Alexandra Bracken. Tudo é muito bem delineado, os personagens são intrínsecos e o enredo não tem nada para por defeito, pelo contrário é digno realmente de uma grande adaptação!

A trama nos traz tudo que eu disse, mas também tem romance para quem curte, reflexões, fala de amizade, aceitação, frustração, superação entre outros. Para quem acredita que tramas assim são meras distrações, estão redondamente enganados. Tem muito conteúdo e com certeza irá surpreender até mesmo o leitor mais disperso e que não tem o costume de ler gêneros assim. 

Recomendo e a adaptação está outro show à parte.
Deixo vocês com o trailer:

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2 comentários

  1. Oi, Karini.
    Já estava com saudades de uma boa distopia e gostei bastante desse primeiro volume.
    Não consegui ver o filme, mas espero que não demore para ser liberado na tv a cabo!
    beijos
    Camis - blog Leitora Compulsiva

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    Respostas
    1. Eu ainda não vi o filme, mas espero mto q a Intrineca traga o resto da série e não morra na praia como fez a ID

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