BOOKS || A Mulher Na Janela (A.J. Finn)

Tradutor: Alves Calado
Editora: ArqueiroUniverso dos livros
Série: Não
Temas: Suspense, Mistério, Ficção, Lit. Estrangeira
Anna Fox mora sozinha na bela casa que um dia abrigou sua família feliz. Separada do marido e da filha e sofrendo de uma fobia que a mantém reclusa, ela passa os dias bebendo (muito) vinho, assistindo a filmes antigos, conversando com estranhos na internet e... espionando os vizinhos. Quando os Russells – pai, mãe e o filho adolescente – se mudam para a casa do outro lado do parque, Anna fica obcecada por aquela família perfeita. Até que certa noite, bisbilhotando através de sua câmera, ela vê na casa deles algo que a deixa aterrorizada e faz seu mundo – e seus segredos chocantes – começar a ruir. Mas será que o que testemunhou aconteceu mesmo? O que é realidade? O que é imaginação? Existe realmente alguém em perigo? E quem está no controle? Neste thriller diabolicamente viciante, ninguém – e nada – é o que parece. "A Mulher Na Janela" é um suspense psicológico engenhoso e comovente que remete ao melhor de Hitchcock.
>>>PRIMEIRA FRASE DO LIVRO<<<
“Enquanto o antigo trem de cremalheira se arrastava pela encosta vertiginosa, Edmond Kirsch ia examinando o topo serrilhado da montanha.”

RESENHA<<<
Olá meus queridos, como estão? Hoje vim falar sobre um livro que logo que vi, fiquei ansiosa pela leitura. Para aqueles que ainda não sabem eu sou da área da saúde e esses temas que tem uma pegada psicológica ou que incluem patologias clínicas pouco faladas sempre me chamam atenção.

A Mulher na Janela parece que fez muito sucesso fora do país e então foi trazido para nossa apreciação e impressão. Então falar sobre esse livro é falar sobre um misto de sentimentos que muitos podem se sentir confusos. 

Nossa protagonista Anna Fox tem agorafobia - que consiste em um medo mórbido de se achar sozinho em grandes espaços abertos ou mesmo de atravessar lugares públicos, sair de casa e por aí vai. Então é uma coisa difícil e até impossível de se imaginar em um primeiro instante, como alguém pode viver sem sair de casa e ter um contato direto com a sociedade e afins? Pois bem, Anna Fox vive sem sair de casa faz quase um ano. Sim gente! Um ano inteiro!

Ela agora mora sozinha na casa silenciosa e espaçosa que um dia já teve seu marido e filha presentes. Ela encontra-se completamente sozinha em seu espaço e zona de conforto; claro que ela não é feliz assim, quem seria? De início não sabemos o que aconteceu com Anna para que ela se tornasse reclusa e isso é algo que instiga o leitor a virar as páginas e prosseguir com um misto de curiosidade de achismos. Para passar o tempo Anna assiste filmes antigos em preto e branco, liga para seu marido ou ex-marido, bebe muito, muito mesmo o que é um perigo já que ela faz uso de muitos medicamentos controlados e que misturados com álcool podem ter efeitos inesperados. Mas sequer seus remédios Anna toma corretamente, então conforme vamos conhecendo Anna e percebendo suas divagações e a mania que ela tem de bisbilhotar a vida alheia pela janela través da lente de sua máquina, vamos percebendo o quanto ela é solitária e até muito peculiar, criando histórias para o que vê pela lente de sua máquina. 

Anna faz terapia em casa, que percebemos não ajudar muito, assim como fisioterapia. E em dado momento uma família se muda para uma casa do outro lado do parque, onde Anna tem uma visão perfeita de tudo. Ela fica meio que obcecada por eles. A família Russells talvez lembre a sua própria, pois é constituída de três pessoas - pai, mãe e filho adolescente e de início vemos Anna divagando sobre a suposta família que aparente ser perfeita e ideal. Porém aos poucos Anna vai percebendo que de perfeitos eles não tem nada. Toda família guarda seus segredos e horrores e o que acontece sobre quatro paredes muitas vezes é impossível de se perceber em um primeiro instante. 

Esses vizinhos terão contato direto com Anna. Um dia o adolescente aparece levando um mimo de boas-vindas, algo que seria ao contrário, Anna quem deveria fazer. E com isso ela pode conhecer um pouco o jovem de perto. Outro dia, a mãe do garoto pega Anna bisbilhotando e aparece em sua porta, age como se fosse algo normal e acaba bebendo com Anna e desabafando alguns segredos estranhos sobre o marido. Em outro momento o marido aparece fazendo perguntas esquisitas e sendo esquisito. 

Então o que temos é um emaranhado de situações onde percebemos de fato que as aparências enganam. 

Anna apesar de não sair de casa, não se contém em sua necessidade de ajudar as pessoas, ela trabalhava como psicóloga e está sempre entrando em um site com pessoas que sofrem da mesma fobia que ela e dando conselhos. Que na ela não pratica, claro! Ela geralmente usa um apelido e se mantém anônima até que isso muda com uma mulher que chega no site a pouco e parece muito aberta e Anna acaba revelando algumas coisas sobre si.

Bom, A.J. Finn constrói uma trama muito interessante e instiga o leitor a prosseguir virando páginas e especulando sobre o que está acontecendo na vida de todos de fato e principalmente que raios aconteceu com Anna, uma mulher inteligente, que tinha supostamente um casamento e uma família feliz. O autor aos poucos vai nos revelando os detalhes e te garanto que você irá ficar grudadinho nas páginas até o virar da última folha e por mais especulações e teorias que criemos não estamos de fato preparados para o que nos será revelado.

O livro é narrado em primeira pessoa e com isso podemos estar ainda mais por dentro do enredo e da mente da protagonista. 

Este livro vale cada hora de leitura e super recomendo! 


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1 comentários

  1. Oi, Karini.
    Estou lendo esse livro e curtindo bastante. Gosto desse tipo de trama com mulheres meio loucas e bêbadas, ao estilo A Garota no Trem e a Mulher da Cabine 10! Rs...
    beijos
    Camis - blog Leitora Compulsiva

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