TRIP || Carcassonne, França


Uma das pequenas vantagens de estar na Europa é poder fazer os famosos ‘bate-e-volta’ para cidadezinhas menores – fugir de Paris ou Lille ou Versailles – e poder ir conhecendo outros pequenos tesouros que há em abundância por aqui.

A escapada da vez foi CARCASSONNE, uma cidade que tem muita história, data do tempo dos romanos e foi mudando de mão ao longo dos anos (aliás, muitas cidades aqui na Europa são assim, era do A passa para o B, as vezes para o C e volta para o A... essas guerras que nunca terminam...).

Para falar um pouco mais de Carcassonne, deixo um pequeno resumo da história da cidade:
“A primitiva ocupação do sítio da cidadela de Carcassonne, no cruzamento do caminho entre Toulouse e Narbone e do que corre ao longo do Aude, remonta a povos Celtas, Galo-romanos e Visigodos. As fundações das suas casas e muralhas retratam com clareza essas sucessivas ondas de civilizações presentes ao longo dos séculos.
Durante a Idade Média foi defendida por um imponente conjunto de fortificações, ficando circundada por uma dupla linha de muralhas, que ainda hoje pode ser vista. O traçado irregular de suas ruas estreitas contrasta com a magnificência das muralhas e do castelo guarnecido por 59 torres e barbacãs, poternas e portas. Foram construídas entre os séculos IX e X ou de 890 a 910, respetivamente, devido aos ataques dos sarracenos.
Foi restaurada por Eugène Viollet-le-Duc que lhe conferiu o atual aspecto.
Ao final do século XIX, o conjunto estava praticamente abandonado, quando foi redescoberto por turistas ingleses.
Durante a Segunda Guerra Mundial, a cidadela foi usada como campo de prisioneiros.”
A cidade impressiona pelo conjunto arquitetônico, suas ruelas no interior da cidadela é para se perder e conhecer um pouco mais dessa cidade e o mesmo vale para suas muralhas (lembre de trazer um casaco porque venta e muito!).

É uma cidade simples, pequena, onde o foco da visita é realmente o Castelo, a cidadela, suas muralhas e se você der sorte de vir no verão, poderá ver alguns festivais e fazer outros passeios – de barco, de bicicleta e/ou visitar regiões próximas para aproveitar o tempo bom.

Por isso, o ideal para visitar a cidade é um final de semana. Chegar na sexta no final do dia ou sábado pela manhã (cedo, antes do almoço de preferência) e sair no domingo. Lembro que domingo o ônibus que roda na cidade não funciona, não que seja difícil ir da cidadela até a ‘rodoviária’ ou estação de trem a pé, mas convém não trazer todo seu guarda-roupa.

A dica é ir logo no Office de Tourisme e pegar o mapinha da cidade, lá eles têm um passeio guiado pelas muralhas, onde a guia vai explicar sobre a cidade, seu desenvolvimento, as sucessivas guerras e outros detalhes. Vale muito a pena, custa 8€, dura umas 2h e tem guias em inglês, francês e espanhol.



Outro ponto importante é o Château Comtal, com suas vistas, espaços interessantes, evoluções e diversas explicações e como ele foi sendo modificado e usado durante a história. O château já foi lugar para prisioneiros, uma fortificação, espaço para nobres... É bacana poder ver as evoluções e as técnicas construtivas diferentes de cada época. A entrada custa 9 (mas tem desconto se você apresentar o ticket do passeio do Office). Lá dentro tem uma pequena lojinha com alguns livros e informações.

Mais um ponto a visitar é a Basílica Saint-Nazaire, quando fui ela estava em reforma, então tinha muitos andaimes dentro da igreja, mais impressiona pelo tamanho, estilo (antes era romana e depois foi consagrada catedral), na visita do Office, eles passam por aqui e dão explicações interessantes sobre a igreja, técnicas e evolução. Entrada gratuita.

Canal do Midi, não fiz nenhum passeio no canal porque o tempo estava horrível e como fui entre o outono/inverno não é uma atração que está disponível a qualquer momento, mas vi fotos no verão e o canal fica cheio e é lindo.

O mesmo vale para espaços verdes e festivais, aqui na Europa as pessoas usam muito os parques e áreas verdes, e geralmente no verão é quando as cidades estão cheias e tem eventos. O festival de Carcassonne é bem conhecido e famoso, mas tem datas específicas para acontecer.

Em compensação, a cidade (fora da cidadela) era pequena e muitas lojas estavam fechadas, aliás, restaurantes e outras lojinhas fecham cedo. O foco todo era mesmo a cidadela, não que lá os restaurantes ficassem abertos até tarde, mas até por volta de 21h30 você pode chegar para comer e terá coisas abertas, no centro, a grande maioria estava fechado antes das 20h.

A gastronomia é algo a parte, na região do Languedoc tem alguns pratos típicos, o mais tradicional é o cassoulet (guisado de feijão branco com carne), mas há pratos com foie gras e saucisse (não é a salsicha que a gente faz cachorro-quente no BR não, tem uma pegada mais salsicha alemã).

A maioria dos restaurantes tem o que é chamado aqui de formule (entrada + prato principal + sobremesa) ou uma variação onde só há 2 dessas três itens. As opções variam de 13 a 20 e os preços e seus pratos sempre ficam afixados na entrada, então ninguém morre de susto na hora da conta.

Uma rapidinha: a cidade nunca esteve nos meus planos de visita, mas um pouco antes de começar o blog, li um livro chamado – O LABIRINTO, e ele se passa na cidade e faz toda uma mistura de templários, com a cidade do passado e nos dias ‘de hoje’, aí resolvi que queria conhecer. Se você estiver com preguiça de ler, fizeram um seriado do livro e até então tinha na Netflix.


Para chegar em Carcassonne:
Avião: aeroporto Salvaza é operado pela Ryanair 9fica uns 10 min da cidade).
Trem: a gare de Carcassonne é bem central e próxima da cidadela (uns 15 a 20 min a pé) e próximo você pega o ônibus 4, centro da cidade x cidadela.
Ônibus: tem diversos horários e sai de muitas cidades (entre no aplicativo da GoEuro e veja a comparação entre avião, trem e ônibus).
Uma dica, para pegar promoção é preciso comprar com antecedência, principalmente avião e trem, senão, a única opção viável será o ônibus.

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2 comentários

  1. Oi, Andy.
    Amei essa dica e salvei seu post aqui nos meus favoritos de viagens!
    Beijos
    Camis - blog Leitora Compulsiva

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    Respostas
    1. A cidade é uma graça e para quem curte história... é um prato cheio!

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