BOOKS || O Ceifador (Neal Shusterman)

Autor: Neal Shusterman
Tradutor: Guilherme Miranda
Editora: Seguinte
Série: Sim, livro 1 (série Scythe)
Temas: Jovem-Adulto, Fantasia, Sobrenatural, Morte
Primeiro mandamento: matarás.
A humanidade venceu todas as barreiras: fome, doenças, guerras, miséria... Até mesmo a morte. Agora os ceifadores são os únicos que podem pôr fim a uma vida, impedindo que o crescimento populacional vá além do limite e a Terra deixe de comportar a população por toda a eternidade. Citra e Rowan são adolescentes escolhidos como aprendizes de ceifador - papel que nenhum dos dois quer desempenhar. Para receberem o anel e o manto da Ceifa, os adolescentes precisam dominar a arte da coleta, ou seja, precisam aprender a matar. Porém, se falharem em sua missão ou se a cumplicidade no treinamento se tornar algo mais, podem colocar a própria vida em risco.
>>>PRIMEIRA FRASE DO LIVRO<<<
“Devemos, por lei, manter um registro de todos os inocentes que matamos.”

RESENHA<<<
Mais uma série começa aqui no blog, desta vez uma série que me empolgou muito no começo e até mesmo sua sinopse foi eletrizante, mas no decorrer de suas páginas senti uma perda de informações e ligações com o que foi mostrado na sinopse e a história em si.

‘CEIFADOR’ é um livro que trata da morte, não a entidade que conhecemos através da Mitologia e afins, mas sim de pessoas que assumem essa função (e há todo uma Sociedade/estrutura por trás para a justificativa). No futuro, simplesmente as pessoas morrem quando querem, e é preciso ter uma espécie de controle populacional, existindo aí os Ceifadores.

O livro começa falando sobre a sociedade, quem são, onde vivem e um pequeno ‘quem-é-quem’, já que cada Ceifador segue uma linha e tem uma cota de mortes, mas elas podem ser executadas de acordo aos seus desejos, o ideal é que seja aos poucos, mas nada impede de matar a cota e ficar ok até o ano seguinte.

Até aí, a essência do livro é bacana, apesar de meio doida. O problema vem na hora que começa a se aprofundar, são Ceifadores loucos que veem no trabalho um glamour que não existe e criam grupos, onde a morte vira uma espécie de jogo. As coisas fugiram de controle em alguns momentos e percebemos que não tem um motivo sólido, nada que explique porque fazer isso.

A maioria dos personagens não me cativaram, acredito que tenha faltado mais evolução e descrição dos mesmos, me senti em uma rotina depois que a estrutura já tinha sido contada e não vi porque ir além, na verdade o autor não foi além. A história dele pecou por isso, não é porque estamos no futuro, que a humanidade perdeu sua essência original (sobrevivência do mais forte), e ele apenas conta algo blassé.

Esperava bem mais no final da história, algum tipo de reviravolta, algo que marcasse um ponto de ruptura e mudasse pensamentos, ou que começasse uma espécie de revolução, mas a verdade é que nada disso aconteceu e me pergunto em quantos livros essa mudança de fato vai ocorrer?


Apesar da boa ideia e até um tanto diferente, esta história não me convenceu e aos poucos, a pouca empatia que tive por ela foi sendo perdida e fortemente questionada. Aquele caso clássico que a sinopse é bem mais interessante que a história em si.

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1 comentários

  1. Oi, Andy!
    Que pena que esse livro não funcionou com você!! Como fazia tempo que eu não lia nada do gênero, esse livro conseguiu me empolgar e me prender!
    Eu gostei bastante da história e consegui me envolver do início ao fim, mas entendo essa sua sensação! Acho que chegamos em um nível de leitura que não nos contentamos com qualquer coisa...
    Beijos
    Camis - blog Leitora Compulsiva

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