BOOKS || O Martelo de Thor (Rick Riordan)

Autor: Rick Riordan
Tradutor: Regiane Winarski
Editora: Intrínseca
Série: Sim, livro 2 (série Magnus Chase e os Deuses de Asgard)
Temas: Jovem-Adulto, Mitologia, Aventura
Em A Espada do Verão, primeiro livro da série, os leitores são apresentados a Magnus Chase, um herói boa-pinta que é a cara do astro de rock Kurt Cobain. Morador de rua, sua vida muda completamente quando ele é morto por um gigante do fogo. Por sorte, na mitologia nórdica os heróis mortos vão parar em Valhala, o paraíso pós-vida dos guerreiros vikings. Lá, Magnus descobre que é filho de Frey, o deus do verão, da fertilidade e da medicina.
Desde então, seis semanas se passaram, e nesse meio-tempo o garoto começou a se acostumar ao dia a dia no Hotel Valhala. Quer dizer, pelo menos o máximo que um ex-morador de rua e ex-mortal poderia se acostumar. Magnus não é tão popular quanto os filhos dos deuses da guerra, como Thor e Tyr, mas fez bons amigos e está treinando para o dia do Juízo Final com os soldados de Odin — tudo segue na mais completa paz sanguinolenta do mundo viking.
Mas Magnus deveria imaginar que não seria assim por muito tempo. O martelo de Thor ainda está desaparecido. E os inimigos do deus do trovão farão de tudo para aproveitar esse momento de fraqueza e invadir o mundo humano.
>>>PRIMEIRA FRASE DO LIVRO<<<
“Uma lição: se vocês levarem uma valquíria para tomar café, vão acabar tendo que pagar a conta e ainda lidar com um cadáver.”

RESENHA<<<
Os deuses nórdicos e Rick Riordan estão de volta, para conhecer os venenos do anterior, clique:

Eis que voltamos com Magnus Chase. Não tinha morrido de amores pelo livro um, mas foi algo que curti, porque já conheço o estilo Rick de ser e mesmo nos livros mais ou menos, ele consegue fazer com que eu chegue ao fim. E pensei, porque não continuar?

A premissa de Riordan é igual as suas outras muitas séries. Uma linha que une todos os seus livros, nesse caso o grande vilão é Loki e nos livros, a gente segue alguns objetivos menores, alguém aí ficou achando que parece um jogo de vídeo-game? Sim, podemos dizer que é a mesma ideia, o objetivo final é ‘zerar’ o jogo (assim que eu chamo quando chegamos ao fim do jogo), mas sempre tem que salvar alguém, conseguir um item e por aí vai. Aqui o objetivo é achar o Martelo de Thor.

O ponto positivo é que pelo autor ser professor de história, o jeito que ele tem de incluir e narrar as coisas que acontecem é mais fluído e interessante, ele não joga um deus aleatório e não fala nada dele, ele faz uma apresentação, faz um paralelo e assim a gente conhece mais um pouco da mitologia.

Temos alguns personagens novos, e um deles, apesar de ser bacana e trabalhar a diversidade de gênero, a maneira como isso foi feita tinha algumas vezes que me irritava bastante, ficou forçado em algumas situações, sabe? Não desmereço da ideia e quando apareceu achei fantástica, mas a coisa ficou meio repetitiva e enjoativa e depois de algumas páginas e o seguimento da história já passei a achar meio sem graça e irritante.

Além disso, temos as aventuras e processos já conhecidos em todos os seus livros, então se você já leu algo do Riordan já sabe do que estou falando, as vezes tem um algo a mais, mas na grande maioria das vezes é uma situação um pouco repetitivo. Tenho medo dele ficar fazendo todas as suas histórias assim e depois de algum tempo eu começar a achar chato e repetitivo demais.

Uma coisa legal e não sei se vai aparecer mais, foi que bem no finalzinho temos Annabeth e Magnus conversando sobre os problemas dos deuses, quando a série foi lançada, fiquei imaginando se eles eram irmãos, mas no primeiro livro já foi dito que são primos. E foi bem legal à menção de Percy, dos problemas que eles estão enfrentando agora (Apolo) e as dicas e ajuda que ela talvez possa dar. Torço bastante para que isso ganhe mais consistência e seja uma mistura mais real.

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