POISON BOOKS || Pax (Sara Pennypacker)

Em 13 outubro 2016
Autor: Sara Pennypacker
Tradutor: Regiane Winarski
Editora: Intrínseca
Série: Não
Temas: Jovem-Adulto, Relacionamento, Comportamento, Animais
SINOPSE: Peter e sua raposa são inseparáveis desde que ele a resgatou, órfã, ainda filhote. Um dia, o inimaginável acontece: o pai do menino vai servir na guerra, e o obriga a devolver Pax à natureza. Ao chegar à distante casa do avô, onde passará a morar, Peter reconhece que não está onde deveria: seu verdadeiro lugar é ao lado de Pax. Movido por amor, lealdade e culpa, ele parte em uma jornada solitária de quase quinhentos quilômetros para reencontrar sua raposa, apesar da guerra que se aproxima. Enquanto isso, mesmo sem desistir de esperar por seu menino, Pax embarca em suas próprias aventuras e descobertas.
Alternando perspectivas para mostrar os caminhos paralelos dos dois personagens centrais, Pax expõe o desenvolvimento do menino em sua tentativa de enfrentar a ferocidade herdada pelo pai, enquanto a raposa, domesticada, segue o caminho contrário, de explorar sua natureza selvagem. Um romance atemporal e para todas as idades, que aborda relações familiares, a relação do homem com o ambiente e os perigos que carregamos dentro de nós mesmos.
Pax emociona o leitor desde a primeira página. Um mundo repleto de sentimentos em que natureza e humanidade se encontram numa história que celebra a lealdade e o amor.

>>>PRIMEIRA FRASE DO LIVRO<<<
“A raposa sentiu o carro reduzir a velocidade antes do menino, pois sentia tudo primeiro.”

RESENHA<<<
Assim que este livro saiu, além da capa lindinha demais, veio a comparação com ‘Extraordinário’ e este, foi um livro que curti bastante, porém, tinha ficado meio assim, pensando se valia a pena ou não e não quis correr o mesmo risco, então resolvi me agarrar na leitura.

Quase posso colocar ctrl C + crtl V da resenha aqui, porque os sentimentos, as sensações, as mensagens bonitas e o quanto a gente para ‘pra’ pensar é igual. Apesar das histórias serem bem diferentes, enquanto no livro comparado, a situação tem a ver com a relação das pessoas com August, aqui o drama de uma raposinha e seu jovem dono durante a Guerra e em os mesmos foram separados é de machucar qualquer pobre coração.

Talvez eu não seja uma pessoa muito sociável, mas basta falar em animaizinhos e já me derreto toda, sério, não chorei em Extraordinário, mas aqui, sempre que via a situação dos dois (e da raposa principalmente) meu coração doía. Eu entendo o garoto, porque já tive um bichinho de estimação e infelizmente quando eles se vão, um pedação da gente vai junto – porque precisam viver menos que nós?

A questão de amizade entre eles, mas o senso de dever do menino também é algo que merece ser destacado, mas por outro lado, fiquei dividida com a fragilidade da raposa fora do habitat dela, ou seja, por ter sido criada desde filhote com humanos, ela perdeu o instinto dela e nos primeiros capítulos do livro, a gente percebe essa dificuldade dela e como os outros animais reagem a isso.

É um daqueles livros com mensagens legais e que nos fazem parar para pensar, nem tudo é perfeito e feliz, mas se conseguimos melhorar um pouquinho aqui e outro acolá, a vida vai se ajeitando e com certeza seremos pessoas melhores.

Ou seja, se você for fã de bichos, gostou de Extraordinário e quer se emocionar, pode apostar na história. Com ilustrações fofas, capa dura e uma história linda, este livro vai conquistar até os leitores mais incrédulos.

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