POISON BOOKS || Apenas Um Garoto (Bill Konigsberg)

Em 20 setembro 2016
Autor: Bill Konigsberg
Tradutor: Rachel Agavino
Editora: Arqueiro
Série: Não
Temas: Jovem-Adulto, Comportamento, Relacionamento, LGBT
SINOPSE: Rafe saiu do armário aos 13 anos e nunca sofreu bullying. Mas está cansado de ser rotulado como o garoto gay, o porta-voz de uma causa.
Por isso ele decide entrar numa escola só para meninos em outro estado e manter sua orientação sexual em segredo: não com o objetivo de voltar para o armário e sim para nascer de novo, como uma folha em branco.
O plano funciona no início, e ele chega até a fazer parte do grupo dos atletas e do time de futebol. Mas as coisas se complicam quando ele percebe que está se apaixonando por um de seus novos amigos héteros.


>>>PRIMEIRA FRASE DO LIVRO<<<
“Se dependesse do meu pai, minha vida inteira seria gravada.”

RESENHA<<<
Confesso que criei altas expectativas com este livro, não que ele seja ruim, mas esperava mais, algo mais intenso, mais passional e que mostrasse um outro lado ou algo que ainda não tivesse visto sobre o tema. No geral, ‘Apenas Um Garoto’ é um livro que tenta quebrar alguns parâmetros, mas foi mal explorado.

O questionamento levantado por Rafe – será que precisamos ser rotulados? É válido, afinal, todo mundo é muito mais que um rótulo, na verdade podemos ser tantas coisas ao mesmo tempo que é difícil dizer que somos apenas uma única coisa a vida toda.

Acredito que mesmo com diálogos legais, personagens questionadores – principalmente os pais dele que tem um posicionamento forte sobre o assunto, não de forma pejorativa, mas defendem você abraçar aquilo que se é. Me senti perdida com relação ao próprio Rafe, muitas vezes sentia que ele mesmo se questionava e esse sentimento ambíguo me deixou sem conexão em grande parte da história.

A leitura flui bem, mas não em 100% do tempo, teve bastante momentos chatos e um tanto repetitivos, daqueles que deveriam ser totalmente reestruturado, afinal, um livro com a temática LGBT deveria instigar mais o público e realmente nos fazer pensar sobre essas questões, mas ficou muito superficial.

Durante a narrativa tivemos uma montanha russa de emoções, bons momentos se misturavam com narrativas desconexas e ruins, muito da história ou foi perdida ou acabou sendo desviada por outros assuntos, que no meu entendimento deveria ser mais explorado. Comecei achando que a história com a temática LGBT poderia ser intensa e tinha muito a ser explorado, mas durante o percurso, outros núcleos acabaram sendo melhor descritos e ganharam muito mais a minha atenção.

O final foi simples e esperado. Acho que quando ele opta por não se assumir como gay na nova escola, o final não poderia ser diferente, mas suas explicações também não sustentaram as desculpas. Acredito que vale a leitura, mas para quem procura algo impactante sobre a temática, vai acabar não achando tudo isso.

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