POISON BOOKS || Temporada de Acidentes (Moïra Fowley-Doyle)

Em 14 julho 2016
Autor: Moïra Fowley-Doyle
Tradutor: Amanda Moura
Editora: Intrínseca
Série: Não
Temas: Jovem-Adulto, Ficção, Sobrenatural, Comportamento
SINOPSE: Guardem as facas, protejam as quinas dos móveis, não mexam com fogo. 
A temporada de acidentes vai começar.
Acontece todo ano, na mesma época. Todo mês de outubro, inexplicavelmente, Cara e sua família se tornam vulneráveis a acidentes. Algumas vezes, são apenas cortes e arranhões. Em outras, acontecem coisas horríveis, como quando o pai e o tio dela morreram. A temporada de acidentes é um medo e uma obsessão. Faz parte da vida de Cara desde que ela se entende por gente. E esta promete ser uma das piores.
No meio de tudo, ainda há segredos de família e verdades dolorosas, que Cara está prestes a descobrir. Neste outubro, ela vai se apaixonar perdidamente e mergulhar fundo na origem sombria da temporada de acidentes. Por que, afinal, sua família foi amaldiçoada? E por que não conseguem se livrar desse mal? 
Uma narrativa sombria, melancólica e intensa sobre uma família que precisa lidar com seus segredos e medos antes que eles a destruam.

>>>PRIMEIRA FRASE DO LIVRO<<<
“Quando escutei Bea entoar essas palavras, foi como se insetos rastejassem pela minha coluna, preparando-se para me transformar.”

RESENHA<<<
Pela sinopse a gente nem pode imaginar o que nos espera em ‘Temporada de Acidentes’, são poucos livros que deixam no ar, o que de fato podemos esperar deles. Algumas pessoas podem até achar ruim, mas eu, ODEIO, quando leio praticamente todos os detalhes da história na sinopse, acaba que perde o ânimo. Por isso, eu fiquei bem dividida entre como a história foi contada e seu final.

Meu maior medo é que a explicação fosse meia boca/ jogada. Não sei vocês, mas eu acho isso muita sacanagem com leitor, dá a impressão que a história não foi pensada com o amor e carinho que nós merecemos. Mas aqui, minha crítica vai para a pouca importância/profundidade que foi dada ao final da história.

A história tem uma mistura de sobrenatural – mas esqueçam bruxas, magos, vampiros e tal, eu diria sobrenatural, porque durante muitas páginas, a protagonista persegue de certa forma uma espécie de fantasma, uma pessoa ‘invisível’, onde todos parecem que não conhecem, mas tem vagas lembranças. Com uma história de família mal contada.

Cara é nossa protagonista e junto com seus irmãos, sempre em outubro, eles sofrem inexplicáveis acidentes, quebram algumas partes, tropeçam, precisam acolchoar as quinas, evitar lugares perigosos e eles nunca entenderam exatamente o porquê disso. Apenas sabem que sua mãe enlouquece e eles meio que seguem à risca.

A narrativa teve altos e baixos, ótimos capítulos misturados com outros que deixaram a desejar, momentos intensos e reveladores, com outros que passavam a sensação de embromação ao leitor. O livro teve muitos momentos conflitantes, e durante mais da metade do livro a gente chega a becos sem saídas.

A grande virada do livro acontece na segunda parte, talvez seja porque os irmãos começam a se rebelar, entendemos melhor algumas situações ou a parte ‘mal contada’ comece a ficar mais esclarecida, realmente vemos grande diferença entre as duas partes do livro. Até mesmo em relação aos personagens e suas histórias, ganham riquezas e intensidade.

Meu maior problema foi o final, apesar de ser um mistério interessante, ou melhor, o segredo que a mãe esconde, de certa forma tem muito pano para manga, senti que foi mal explorado. Praticamente quando chegamos as verdades, as coisas foram explicadas em poucos capítulos e faltou um aprofundamento mais digno ao tema. Não diria que foi algo jogado, mas a autora saiu pelo lado mais fácil.

Confesso que esperava mais, a primeira parte é bem cansativa e monótona, já que são muitas repetições, porém, a segunda parte traz uma novidade e frescor que nos faz continuar e descobrir porque a família parece ser amaldiçoada. E o toque sobrenatural tem uma pequena e singela explicação. Achei que a autora poderia ter ido além e ter feito algo mais interessante.

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