POISON BOOKS || Respire (K.A. Tucker)

Autor: K. A. Tucker
Tradutor: Maria Parula
Editora: Fábrica 231
Série: Sim, livro 1 (série Ten Tiny Breaths)
Temas: Jovem-Adulto, Comportamento, Relacionamento
SINOPSE: Kacey Cleary não chora, não suporta o toque das pessoas e canaliza sua energia para treinos intensos de kickboxing. Tudo isso depois de um ano de reabilitação física e de mergulhar num mundo de drogas e álcool para tentar lidar com a perda dos pais, da melhor amiga e do namorado, num acidente de carro do qual ela foi a única sobrevivente. Protagonista de Respire, primeiro livro da série Ten Tiny Breaths, sucesso de K.A. Tucker que chega ao Brasil pelo selo Fábrica 231, Kacey chegou ao fundo do poço, mas resolve lutar para sair de lá por Livie, a irmã caçula. Depois de irem morar com uma tia religiosa fanática e seu marido alcoólatra, as duas fogem para Miami para tentar recomeçar, e Kacey terá que enfrentar seus fantasmas para derrubar o muro que ergueu ao seu redor. Às vezes, respirar torna-se uma missão quase impossível, mas K.A. Tucker mostra que é preciso neste romance sobre perdas, amizade, amor e superação.

>>>PRIMEIRA FRASE DO LIVRO<<<
“’Apenas respire’, minha mãe diria.”

RESENHA<<<
Um livro intenso, controverso e com grande carga emocional. ‘Respire’ é o tipo de livro que você precisa estar preparado para ler. E olha que eu já sabia o que iria acontecer, visto que já li a série em inglês – até já falei dele em um #Debutando do blog.

A autora trata o assunto de dor e perda de forma intensa, sem colocar panos quentes. E talvez o grande diferencial seja que quase sempre em livros YA, a boazinha é a menina, ela quer tentar salvar o cara da dor e fazê-lo enxergar que a um futuro à frente. Mas aqui não, Kacey é intensa, meio que ligou o ‘foda-se’ na sua vida e ela é quem precisa ser salva.

A história tem uma boa dinâmica, intercalando bons momentos, reflexões, até mesmo as preocupações da irmã mais nova dela – que já não sabe mais o que fazer, com a dor, revolta e sentimento de culpa.

Os outros personagens que aparecem, não são exatamente comuns e sem sal, acredito que a autora foi ousada em escolher certos tipos/profissões já que a gente tem essa mania de julgar os outros pela roupa/estereótipos – eu sei que todo mundo tentar evitar isso, mas lá no fundo fica aquela máxima de que ‘a primeira impressão é a que fica’. O núcleo que ela constrói para ser o porto seguro de Kacey é diferente e nos mostra que de qualquer lugar pode surgir uma mão amiga.

Apesar do clima entre Kacey e Trent sempre está quase no máximo, as cenas de sexo são poucas, não tem pegada de livro hot e por todo o passado da protagonista, a gente até poderia pensar que teria muito disso, mas a autora conseguiu trazer leveza e consciência aos dois.

Não sou da área de psicologia ou coisa relacionada e nem sei se na vida real muitas coisas poderiam acontecer como forma, mas nas páginas havia em alguns momentos esperança e um jeito de ‘saber lidar’ com a situação que pode ser bacana por quem passa/passou pela mesma situação.

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