BOOKS || Dorothy Tem Que Morrer (Danielle Paige)

Autor: Danielle Paige
Tradutor: Cláudia Mello Belhassof
Editora: Rocco
Série: Sim, livro 1 (série Dorothy Tem Que Morrer)
Temas: Jovem-Adulto, Ficção, Sobrenatural, Comportamento 
SINOPSE:
Primeiro de uma série, Dorothy tem que morrer engrossa um filão de sucesso no mercado editorial, no cinema e na TV: o reconto de clássicos infantis com nova roupagem para os jovens. Nesta releitura sombria do clássico de L. Frank Baum O mágico de Oz, Amy Gumm é uma nova garota do Kansas, que, em meio a um tornado, é enviada à terra de Oz com a missão de remover o coração do homem de lata, roubar o cérebro do espantalho, tomar a coragem do leão e destruir a garota dos sapatinhos vermelhos. 



>>>PRIMEIRA FRASE DO LIVRO<<<
“Descobri que eu era um lixo três dias antes do meu aniversário de nove anos – um ano depois que o meu pai perdeu o emprego e se mudou para Secaucus para morar com uma mulher chamada Crystal e quatro anos antes de a minha mãe sofrer o acidente de carro, começar a tomar remédios e usar exclusivamente pantufas em vez de sapatos normais.”

RESENHA<<<
Quando vi imagens e blogs falando deste livro no ano passado, eu só pensava ‘EU. PRECISO. E MUITO. DELE. AQUI. NO. BRASIL!!’, mas depois que eu li, fiquei me perguntando porque queria ler e o que eu tinha lido de tão extraordinário assim que me fez deseja-lo, porque nossa, que livro mais meia boca!

A ideia geral foge do lugar comum e isso é a única coisa de legal que a gente tem neste livro, mas viver apenas de boa ideia não sustenta livro, não traz o leitor a vontade de ler e nem nos deixar querendo virar as páginas, ele faz somente uma coisa: que o leitor se interesse por comprar/ler, mas depois disso, ele precisa inovar.

A leitura é arrastada toda vida, páginas de enrolação, parágrafos inteiros sendo repetitivos e monótonos. As informações, elas não evoluem, apenas continuam ali se repetindo. Quando se escreve algo, uma, duas, até mesmo três vezes, o leitor já saca o que o autor quis dizer, não precisa repetir a todo instante, isso passa uma imagem ruim na sua história.

Nem falarei dos personagens, todos sem sal. Não temos evoluções, perspectivas, glamour, interesse amoroso, ou (e irei apelar) empatia. Sabe quando você conhece uma pessoa e esquece dela? Este livro foi isso. Assim que terminei de ler, queria ter voltado no tempo e nem aberto o livro.

Nem mesmo a protagonista mereceu um destaque, ou até mesmo Dorothy, a vilã, ganhou um plus, aliás, sobre a vilã, ela é mencionada que mudou e levou a terra de Oz a mudar e perder sua magia, mas o que ela fez? A história não tem ligação, não tem fio condutor, ela se perde em milhares de informações.

Ao meu ver, o livro não estava pronto, ele parece uma mistura de brainstorm com alguns caminhos que poderiam ser seguidos, você até vê um rascunho de história ali, mas falta muito mais elaboração, intensidade e clareza para se ter um livro/história e fazer com que o leitor siga nela.

Só de pensar que é uma série, já quero esquecer completamente que li sobre isso.

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