POISON BOOKS || A Rebelde do Deserto (Alwyn Hamilton)

Autor: Alwyn Hamilton
Tradutor: Eric Novello
Editora: Seguinte
Série: Sim, livro 1 (série A Rebelde do Deserto)
Temas: Jovem-Adulto, Contos, Aventura, Ficção, Sobrenatural
SINOPSE: O deserto de Miraji é governado por mortais, mas criaturas míticas rondam as áreas mais selvagens e remotas, e há boatos de que, em algum lugar, os djinnis ainda praticam magia. De toda maneira, para os humanos o deserto é um lugar impiedoso, principalmente se você é pobre, órfão ou mulher. 
Amani Al’Hiza é as três coisas. Apesar de ser uma atiradora talentosa, dona de uma mira perfeita, ela não consegue escapar da Vila da Poeira, uma cidadezinha isolada que lhe oferece como futuro um casamento forçado e a vida submissa que virá depois dele. 
Para Amani, ir embora dali é mais do que um desejo — é uma necessidade. Mas ela nunca imaginou que fugiria galopando num cavalo mágico com o exército do sultão na sua cola, nem que um forasteiro misterioso seria responsável por revelar a ela o deserto que ela achava que conhecia e uma força que ela nem imaginava possuir.

>>>PRIMEIRA FRASE DO LIVRO<<<
“Diziam que só pessoas mal-intensionadas andavam pela cidade de Tiroteio depois do anoitecer.”

RESENHA<<<
Uma história delícia, um mundo mágico a la ‘Mil e Uma Noites’, aventura e um quê de vamos lugar por um mundo melhor. São tantos bons ingredientes em ‘A Rebelde do Deserto’ que assim que terminei o livro fiquei me perguntando como fazer para aguentar o próximo ano esperando a continuação.

A história aqui contada por Alwyn Hamilton tem tudo que nós leitores amamos, ela é leve, mas ao mesmo tempo nos mostra sobre escolhas, mudanças, o que nós podemos esperar do futuro e como também temos de fazer o nosso futuro, nada vai cair do céu, a verdade é essa. E no meio dessas idas e vindas nas areias do deserto, ela nos mostra uma personagem de garra.

Amani é uma personagem maravilhosa, espirituosa, mas disposta a lutar, lembrando que a história se passa no que seria o nosso Oriente, podemos esperar um lugar onde mulheres ainda são propriedade dos pais/maridos e eles que decidem suas vidas. E a vida que querem decidir para ela, não é exatamente o que ela deseja, por isso ela é tão peito aberto, aquela que se arrisca. Ela com certeza é da teoria ‘pior do que está não fica’ e olha, confusão é o nome do meio desta menina.

A história mescla aventuras, momentos de tensão no deserto e um pouco de sobrenatural, já que há djinnis, seres elementais, que podem conceder desejos, forças da natureza e algumas coisas que ainda serão mais explicadas em futuros livros. Fazer comparações com as belas histórias de Sharezarde não foi difícil, o jeito que a autora narra é tão mágico que praticamente você se teletransporta para as dunas do Saara.

Os pontos de reviravolta da história são muito bem elaborados e acontecem no momento certo, afinal quando você acha que vai entrar em algo monótono, eis que surge uma revelação, ou uma pequena informação e lá vamos nós nos agarrar em mais capítulos e seguir adiante. O fato da narrativa ser rápida e fluída ajuda e muito. É daqueles livros que a gente lê ‘em uma sentada’.

Os demais personagens que vão surgindo, são bem apresentados e alguns ainda guardam seus mistérios mesmo após o fim do livro 1, mas cuidado, não é exatamente um mar de rosas. Haverá baixas, momentos tensos e tristes, pode ser que você precise de um lencinho.

Um pontinho positivo é que não há tanto romance quanto achei que teria, fiquei com medo de um determinado momento se tornar algo meloso demais e a expectativa ir baixando, mas parece que não é o ponto forte na história, e acredito ser melhor assim, afinal com tantas rebeliões, descobertas e paisagens de tirar o fôlego, a gente não ia se importar tanto com romance...rs

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