POISON BOOKS || A Garota na Teia de Aranha (David Lagercrantz & Stieg Larsson)

Autor: David Lagercrantz & Stieg Larsson
Tradutor: Fernanda Sarmatz Akesson e Guilherme Braga
Editora: Cia das Letras
Série: Sim, livro 4 (série Millenium)
Temas: Adulto, Suspense, Investigação, Hacker
SINOPSE: Lisbeth Salander e Mikael Blomkvist estão de volta na aguardada e eletrizante continuação da série Millennium. Neste thriller explosivo, a genial hacker Lisbeth Salander e o jornalista Mikael Blomkvist precisam juntar forças para enfrentar uma nova e terrível ameaça. É tarde da noite e Blomkvist recebe o telefonema de uma fonte confiável, dizendo que tem informações vitais aos Estados Unidos. A fonte está em contato com uma jovem e brilhante hacker - uma hacker parecida com alguém que Blomkvist conhece. As implicações são assombrosas. Blomkvist, que precisa desesperadamente de um furo para a revista Millennium, pede ajuda a Lisbeth. Ela, como sempre, tem objetivos próprios. Em A garota na teia de aranha, a dupla que já arrebatou mais de 80 milhões de leitores em Os homens que não amavam as mulheres, A menina que brincava com fogo e A rainha do castelo de ar se encontra de novo neste thriller extraordinário e imensamente atual. David Lagercrantz nasceu na Suécia, em 1962. Jornalista, romancista e biógrafo premiado, Lagercrantz foi escolhido para continuar as aventuras de Lisbeth Salander e Mikael Blomkvist.

>>>PRIMEIRA FRASE DO LIVRO<<<
“Frans Balder sempre se considerou um mau pai.”

RESENHA<<<
Confesso que por um lado foi maravilhoso entrar em um mundo que já conhecemos e quase achei que nunca mais revisitaria depois da morte do autor, mas por outro lado, a falta de informação ou a informação desencontrada (prefiro chamar assim), resultou em um misto de emoções para a leitura do livro.

Não diria que ‘A Garota na Teia de Aranha’ é o livro 4 da série Millenium como foi anunciado. Porque para um livro 4, faltou continuação de muitas coisas. Mas, prefiro ver como uma espécie de ‘prequel’, porém no significado, diz que precisa se passar em um momento anterior e aqui se passa em um momento posterior ao já narrado. O livro traz os mesmos personagens da série, mas em uma situação nova e completamente diferente, onde a personagem principal passa a ser a Lisbeth.

Digo isso, porque durante a minha leitura, fiquei várias vezes travada com este livro, eu sei que a narração dos suecos é tensa e sempre bato nessa tecla aqui no blog, precisa insistir e passar da página 100. Mas eu já tinha passado da página 100, já tinha lido 3 livros antes e parecia que eu estava voltando à estaca zero.

E claro que era uma espécie de estaca zero, era um outro autor ‘aproveitando’ os originais e personagens e criando uma nova versão de um mundo. E só depois de ler e assimilar isso que as coisas começaram a melhorar um pouco. Não leia como continuação, leia como se fosse começar uma nova trilogia, uma nova fase neste mundo Millenium, onde as informações apresentadas antes serão apresentadas na versão ‘em passant’, mas a gente vai ler alguns detalhes horríveis sobre a Lisbeth, sobre o grande caso do Mikael, mas aqui, a história irá envolver hackers, invasão de computadores e um aprofundamento na história da Lisbeth.

Mesmo partindo da versão, sai do mundo série para uma nova trilogia, achei que em alguns momentos a Lisbeth que conheci lá atrás e ouso dizer que é fodon@ demais, uma das personagens mais tensas, malucas e até um pouco vingativas que já passou pelos livros, pareceu fraca e meio boba. Foi como se ela tivesse sido rebaixada. E isso persistiu durante muitas páginas, em alguns momentos quase acreditei que era outra personagem ou a mesma sofreu lavagem cerebral/tinha dupla personalidade.

A parte de hacker até foi legalzinha, mas uma constante informações de termos e mais termos de coisas ligadas aos computadores deixavam a leitura arrastada e muito tediosa. Claro que a gente precisa entender o básico de algo, mas parágrafos e parágrafos de uma explicação que poderia ter sido resumida em 2 ou 3 linhas e ter deixado o texto muito mais leve teria sido mais inteligente na minha opinião. Deixaria a leitura mais leve.

No geral a história começou uma nova fase, saindo do foco da revista Millenium, que foi o mote dos 3 livros e sua investigação de toda uma história tensa na Suécia, para o mundo digital e um pouco mais atualizado. Rever alguns personagens foi ótimo, mesmo com todos os problemas levantados, ver a história mudar de ar tem seu lado bom e ruim, mas ao mesmo tempo, meu pequeno coração de leitora, que resolveu ler o livro só por causa do título e descobri essa história fantástica e enchi o saco para alguns amigos lerem, se sentiu apunhalada com as mudanças de seus personagens e o rumo que agora a série tomou.

Talvez se eu tivesse sabido desde o início que seria um ‘prequel’, talvez não viesse com tanta sede ao pote na leitura e não teria passado este misto de sentimentos, já que não conseguia ver o antes da série.

A princípio teremos mais 2 ou 3 livros, segundo rola a lenda, 7 seriam a quantidade total de livros que a série teria e o autor teria deixado alguns manuscritos. Se teremos modificações de quantidade de livros ou até mesmo da história, só no decorrer das publicações.

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