POISON BOOKS || Espada de Vidro (Victoria Aveyard)


Autor: Victoria Aveyard
Tradutor: Cristian Clemente
Editora: Seguinte
Série: Sim, livro 2 (série A Rainha Vermelha)
Temas: Jovem-Adulto, Distopia, Reinos, Fantasia
SINOPSE: “Se sou uma espada, sou uma espada de vidro, e já me sinto prestes a estilhaçar.”
O sangue de Mare Barrow é vermelho, da mesma cor da população comum, mas sua habilidade de controlar a eletricidade a torna tão poderosa quanto os membros da elite de sangue prateado. Depois que essa revelação foi feita em rede nacional, Mare se transformou numa arma perigosa que a corte real quer esconder e controlar.
Quando finalmente consegue escapar do palácio e do príncipe Maven, Mare descobre algo surpreendente: ela não era a única vermelha com poderes. Agora, enquanto foge do vingativo Maven, a garota elétrica tenta encontrar e recrutar outros sanguenovos como ela, para formar um exército contra a nobreza opressora. Essa é uma jornada perigosa, e Mare precisará tomar cuidado para não se tornar exatamente o tipo de monstro que ela está tentando deter.

>>>PRIMEIRA FRASE DO LIVRO<<<
“Estremeço.”

RESENHA<<<
Mais um livro da série ‘A Rainha Vermelha’, antes de embarcar nas continuações, bora conferir a resenha do anterior?

Antes de começar falando de ‘Espada de Vidro’, farei um pequeno resumo do conto – Coroa Cruel, que é a forma física de dois contos disponibilizados online, Canção da Rainha e Cicatrizes de Aço. O primeiro conto fala sobre a mãe do Cal, sua trajetória desde pequena, até o momento em que ela vira rainha. Não tem novidades em relação ao que Cal nos conta em Rainha Vermelha, mas podemos acompanhar como as coisas no Reino aconteciam, seus sistemas e como é preciso ser forte para enfrentar tantos prateados com poderes diferentes em uma corte um tanto quanto ‘corrupta’, digamos assim.

Já Cicatrizes de Aço conta sobre uma Vermelha, da Guarda Escarlate, um grupo que luta contra a tirania dos prateados, o grande diferencial aqui é que a história é contada através de memorandos, cartas e bilhetes, não flui tanto quanto à primeira história, porque as informações estão um tanto confusa, mas os sentimentos apresentados na história valem a pena. Talvez se engane quem acha que a Guarda é só paz e amor.

Para ler Espada de Vidro não é necessário ler os contos acima comentados, mas vale para se aprofundar nos problemas e nas consequências de se governar desta maneira. Não tem spoiler nem nada do tipo, como em alguns contos por aí. Vale dar uma chance.

Já no segundo livro, a gente começa a perceber as mudanças de Mare, depois do final cheio de reviravoltas do primeiro livro, Mare terá que mostrar ao que veio. A carga que ela começa a carregar e sua atual situação são cada vez mais estressante e a própria perdendo o pouco do controle. Em alguns momentos achei que a autora perdeu um pouco a mão com a personagem, claro que ela tem muitas responsabilidades, mas tem uns momentos que a própria parece ter dupla personalidade, ela fala/age de maneiras muito estranha. Vou aguardar para ver o que acontecerá com ela no próximo livro.

Já Cal está mais perdido do que nunca, enquanto Mare parece que muda constantemente sua personalidade e atitude, achei este personagem muitas vezes apagado. Ele está muito ligado ao irmão e tem muito mimimi por causa disso. Claro que a gente não faz as coisas em um passo de mágica, mas ele está agarrado com essa coisa do irmão e não posso fazer nada contra ele. Amigo, ele tentou te matar, onde você ainda tem dúvidas?

O grande enigma é o Maven, tem horas que ele que a Mare mais que tudo, tem outros momentos que ele deixa tudo para lá, ele foi a grande revelação do livro anterior e neste ele parece ser uma espécie de fantasma, ele está presente, mas não atua de fato. Acredito que ele vai ser o grande dilema no próximo livro. Aliás, de todos os personagens, ele é o que mais quero ver como irá terminar a série.

Sem contar spoiler, mas falando um pouco da história, Mare e Cal estão a procura de um novo tipo de sangue – uma mistura entre os prateados e vermelhos, é onde novos personagens são inseridos e algumas revelações serão feitas, tanto para o bem quanto para o mal.

A narrativa fluiu bem, tem muitos diálogos e os capítulos curtos, fazem com que a autora não fique se esticando em assuntos que em alguns momentos podem parecer chatos ou repetitivos. E o grand finale com certeza foi o epílogo. São 3 folhas que tiveram uma grande reviravolta, não apenas por ter ido de encontro a tudo que Mare/Cal lutaram durante o livro. A autora está se especializando em finais com grandes reviravoltas. Os últimos capítulos de seus livros, são muitas vezes mais dinâmicos/interessantes e insanos que quase toda a história.

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