POISON BOOKS || Um Dia Existimos (Kat Zhang)

Em 05 janeiro 2016
Autor: Kat Zhang
Tradutor:Joana Faro
Editora: Galera Record
Série: Sim, livro 2 (série As Crônicas Híbridas)
Temas: Jovem-Adulto, Distopia, Ficção, Outros
SINOPSE: Uma trama distópica, passada num futuro onde híbridos — pessoas com duas almas habitando o mesmo corpo — são uma possibilidade. Considerados instáveis e perigosos, os híbridos foram perseguidos e eliminados das Américas. As fugitivas irmãs Addie e Eva encontram abrigo com um grupo de híbridos que coordenam um movimento de resistência. Apesar dos conflitos envolvidos em dividir um corpo, ambas estão animadas para se juntar à revolução. Com o envolvimento, entretanto, surgem as dúvidas: até que ponto Addie e Eva estão dispostas a usar da violência em nome dessa causa?

>>>PRIMEIRA FRASE DO LIVRO<<<
“Compartilhamos um coração, Addie e eu.”

RESENHA<<<
As Crônicas Híbridas voltam em seu segundo volume para falar sobre algo um tanto estranho e até meio surreal, um corpo e duas almas... e se isso fosse possível? Qual o preço a se pagar? E se você quiser se tornar normal? Como fazer os procedimentos?

Para saber mais do livro anterior, clique:

Ideia do livro é meio doida e a sua narrativa é bem confusa, personagens que conversam entre si via pensamento, que tem nomes [afinal, se duas pessoas habitam o mesmo corpo, elas pensam diferente], mas por ter tantos híbridos, como as pessoas nessas condições são chamadas, as vezes a gente se perde na quantidade de personagem que nos é apresentado.

No livro anterior, o drama era entender o que acontecia com as pessoas que mantinham as duas almas, já que 80% dos casos uma alma ‘sumia’ e as coisas voltavam ao normal. Neste livro, temos uma espécie de vingança, mas o motivo, as informações e os porquês ficaram a desejar. Tinha muitos momentos que parecia birra, o personagem quer porque quer, mas não explica o motivo de estar fazendo aquilo.

A narrativa com certeza foi o ponto fraco, os múltiplos personagens, sua ideia confusa e de certa forma com acontecimentos lentos, mas muitos lentos, nos faz ler o livro sem prestar muita atenção. Demora-se capítulos para qualquer coisa acontecer. E até mesma a evolução dos personagens, tanto emocionalmente como afetivamente levam vidas para dar rumo. Foi cansativo e diria que em certos momentos, chato.

Pelo que li no primeiro livro e agora com o segundo, imagino que o terceiro (e até agora último livro da série), seja uma espécie de revolução, busca para mostrar que os híbridos são pessoas ‘normais’. Mas acho que a autora precisa melhorar mais essas informações sobre os híbridos, já que durante a leitura, percebemos que as Américas estão isoladas (como uma espécie de mundo próprio) e em outras partes do mundo isto é aceito e considerado normal.

Espero que venha mais explicações interessantes sobre a questão, menos personagens híbridos e desenvolver mais o que já foram apresentados, acredite, temos muitos. E o principal, para mim, ainda é a questão da narrativa. Já era meia boca no livro anterior e neste continuou a mesma coisa.

PS: A nota certa seria algo entre o Suave e o Tóxico, mas como não há notas quebradas no Mon Petit Poison, o livro está classificado em Tóxico.

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