POISON BOOKS || The Game [vol1] (Anders de la Motte)

Em 28 janeiro 2016

Autor: Anders de la Motte
Tradutor: Mariana Moreira Matias & Alexandre Matias
Editora: Darkside
Série: Sim, livro 1 (série The Game)
Temas: Adulto, Investigação, Policial, Fantasia Urbana
SINOPSE: Você quer jogar? É só um jogo. Isso é o que pensa Henrik “HP” Peterson, protagonista da Trilogia The Game, ao aceitar um convite anônimo, via celular, para participar de missões inusitadas pelas ruas de Estocolmo. Mas a cada tarefa cumprida, e devidamente compartilhada na rede, ele tem a sensação de que a brincadeira está ficando séria demais. Será paranoia? Ou será que HP está realmemte caindo numa poderosa rede de intrigas, com conexões que poderiam chegar aos responsáveis pelo assassinato do primeiro ministro sueco em 1986 ou até mesmo aos ataques do 11 de setembro? Quem afinal está por trás desse JOGO? Você tem coragem de investigar? 
Então você precisa ler [O Jogo], primeiro livro da Trilogia The Game, de Anders de la Motte. Uma saga eletrizante que combina a escola sueca de suspense (vide Stieg Larsson) com o vazamento de informações no mundo pós Edward Snowden. Anders de la Motte é um ex-policial e diretor de segurança de informação de uma das maiores companhias de TI do mundo. Está desenvolvendo uma série para a TV americana com o produtor executivo de Homeland e 24 Horas. 
A Trilogia The Game conta a história de HP, o pequeno trambiqueiro que está só contando o tempo necessário para largar o subemprego e voltar a receber o seguro social. A outra jogadora é a detetive Rebecca Normén, recém promovida para o grupo de elite do Serviço de Segurança sueco. Enquanto sua carreira decola quase por acaso, mensagens anônimas deixam claro que segredos do seu passado não estão tão bem guardados assim. Fenômeno em diversos países, a Trilogia The Game é surpreendente, divertida e assustadora na medida certa. 
Um thriller dos tempos de hoje, onde tudo o que acontece numa tela touchscreen já não pode mais ser considerado virtual.  

>>>PRIMEIRA FRASE DO LIVRO<<<
“Piscar é o movimento mais rápido que o corpo humano é fisicamente capaz de fazer.”

RESENHA<<<
Começando mais uma série aqui no blog e essa, confesso, fiquei com um pé atrás para ler, pois o autor é sueco (eu ainda não consegui me acostumar com esse jeito meio arrastado de narrar deles) e outra, porque li muitos comentários positivos e sempre que isso acontece, eu acabo achando o livro meio porre e acho que só eu não achei que era esse babado todo.

Mas o livro me surpreendeu e quero ir para o segundo livro da série (que é uma trilogia), ele trata de um tema interessante e que em qualquer vídeo/ideia de teoria da conspiração já passou o assunto; e se a gente não tivesse livre-arbítrio e na verdade a gente fosse direcionado para algo? Algum tipo de jogo, onde a gente tem algumas escolhas, mas as linhas gerais já estão definidas?

Uma pegada meio Matrix, né? Não diria exatamente, mas durante o livro a gente tem um pouco dessa sensação. Os fins justificam os meios? Vale tudo para ‘bombar’ em algum lugar? Seja rede social, seu meio ou coisas do tipo? Até onde a gente vai por isso? Perdemos o nosso caráter? Nossa essência?

O livro é o ponto de vista de dois personagens; um é alguém que irá se tornar um Jogador, um zé ninguém, com passagens pela polícia, baixa autoestima que precisa ser aplaudido para se fazer funcionar, sem muitos amigos. O outro narrador é uma policial com um passado meio obscuro, que tenta de tudo para negá-lo e quer subir na carreira, mas por ser mulher sabe que precisa provar mais duramente. Eles demoram para se encontrarem, então os acontecimentos nos parágrafos são narrados em terceira pessoa e cada momento a gente sabe um pouco o que acontece com a vida do outro.

A narrativa com certeza é o grande problema, os autores suecos têm esse lance com uma narrativa arrastada que eu ainda não sei explicar, todos os livros que li foram assim, a história custa a engrenar e muitas vezes a gente acaba desistindo/quer desistir por conta disso. E aqui, serei honesta, precisa insistir pelo menos até o capítulo 5 (ou seja, ir quase até a página 60 da história) para começar a ver que enredo doido e intrigante que o autor quer nos mostrar, antes disso é bem confuso.

Se você for corajoso e seguir até o fim, vai perceber que durante a história o autor começou a explicar sua ideia do que seria esse tal ‘JOGO’ e realmente depois disso, dá um up na história sensacional, sem essa explicação, acredito que seria mais uma brincadeira de gato e rato com pouco sentido ou repetições.

O grande pulo do gato para mim é que mesmos os protagonistas não se vendo/encontrando, suas ações acontecem ao mesmo tempo, então a gente fica querendo saber como o personagem A ou B vai reagir, o que de fato o comportamento do A reflete no B e vice-versa.

Para o segundo volume, fico com a empolgação com o que de fato irá acontecer, o JOGO vai continuar? O Mestre do Jogo irá aparecer? Descobriremos quem está por trás desse esquema milionário ou será um repeat com outros personagens deste primeiro livro? Anotem essas dúvidas, espero trazer as respostas na próxima resenha da série.

Regras do Jogo:
Regra 1 – Nunca fale com ninguém fora da Comunidade do Jogo sobre o Jogo.
Regra 2 – O Mestre do Jogo dirige o Jogo, distribui missões, prêmios e – se necessário – punições.

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