POISON BOOKS - One Man Guy (Michael Barakiva)

Em 26 outubro 2015
Autor: Michael Barakiva
Tradutor: Regiane Winarski
Editora: Leya
Série: Não
Temas: Jovem-Adulto, relacionamentos, Outros
SINOPSE: Um romance sobre dois garotos, dois mundos e um encontro.
Ethan é tudo o que Alek gostaria de ser: confiante, livre e irreverente. Apesar de estudarem na mesma escola, os dois garotos pertencem a mundos diferentes. Enquanto Ethan é descolado e tem vários amigos, Alek tem apenas uma, Becky, e convive intensamente com sua família e a comunidade armênia.
Mesmo com tantas diferenças, os destinos de Ethan e Alek se cruzam ao precisarem frequentar um mesmo curso de férias. Quando Ethan convence Alek a matar aula e ir a um show de Rufus Wainwright no Central Park, em Nova York, Alek embarca em sua primeira aventura fora de sua existência no subúrbio de Nova Jersey e da proteção de sua família.
E ele não consegue acreditar que um cara tão legal quer ser seu amigo. Ou, talvez, mais do que isso.
One Man Guy é uma história romântica, comovente e engraçada sobre o que acontece quando as pessoas saem de suas zonas de conforto e ajudam o outro a ver o mundo (e a si mesmo) como nunca viram antes.


>>>PRIMEIRA FRASE DO LIVRO<<<
“Alek olhou para o cardápio com desconfiança.”

RESENHA<<<
Não sabia o que esperar deste livro e talvez este tenha sido o motivo do mesmo me surpreender. Livros que falam sobre homossexualidade sempre são tensos, as pessoas não sabem ainda lidar com este tema na literatura, então as vezes há críticas que nada tem a ver com o que foi apresentado no livro ou as discussões tomam rumos que não era a ideia original do texto.

Aqui, acredito que o autor tratou de forma leve e simples, exatamente como tem de ser. Ninguém é mais ou menos que ninguém só porque gosta de alguém do mesmo sexo, e isso o autor deixa claro quando mostra seus personagens, que são bem jovens, na faixa de 12/14 anos. Acho que este livro foi onde os personagens mais jovens abordaram o tema que li.

Ao citar uma família tradicional e toda a questão cultural que envolve a família do protagonista, o autor levantou a bola sobre o ‘pensar fora da caixinha’, a parte de descobertas da juventude, do amor e de como julgamos as coisas diferentes aparecem no texto, mas de uma forma que nos faz pensar que muitas vezes, mesmo sem querer, todo mundo já julgou algo só porque não concordou ou acha que é diferente do que acredita/pensa.

Os personagens principais são muito bem elaborados e em outros livros tive sempre a sensação que eram jovens no corpo de adolescentes levantando coisas muito à frente do que deveria ser, mas aqui, os medos, desejos, aventuras, dúvidas eram pertinentes da idade, bem como as brigas e tentativas de pertencer à algum lugar.

A leitura é rápida, e talvez sem ter tido a pretensão de levantar uma bandeira, me fez curtir ainda mais, vi os personagens como qualquer pessoa que tem os mesmos medos e desejos que tive naquela idade e que hoje ainda tenho. Teve muito tato e após algum tempo a gente fica torcendo para que tudo dê certo entre os envolvidos.

Todo mundo deveria dar uma chance para o livro, vale a leitura e tem coisas positivas na leitura. É daqueles que depois que a gente termina ficam coisas positivas em nós.

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