POISON BOOKS - O Aprendiz (Taran Matharu)

Autor: Taran Matharu
Tradutor: Edmo Suassuna
Editora: Galera Record
Série: Sim, livro 1 (série Conjurador)
Temas: Jovem-Adulto, Magia, Elfos, Guerras,
SINOPSE: Em O aprendiz, primeiro volume da série Conjurador, Fletcher é um órfão de 15 anos e, para sua surpresa, conseguiu invocar um demônio do quinto nível. O problema é que apenas os nobres deveriam ser capazes de conjurar criaturas e usá-las na guerra contra os orcs. Mas plebeus como Fletcher também podem ser conjuradores, e o garoto consegue uma vaga na Academia Vocans, uma escola de magos que prepara seus alunos para os campos de batalha. Lá, ele irá enfrentar o bullying dos nobres, mas também aprenderá feitiços e fará amigos incomuns, como anões e elfos. Além de se provar digno de uma boa patente na guerra, Fletcher e seu grupo de segregados precisam se unir e vencer o preconceito que sofrem na desigual sociedade de Hominum.

>>>PRIMEIRA FRASE DO LIVRO<<<
“Era agora ou nunca.”

RESENHA<<<
Mais uma série chegou ao país e a boa notícia é que esta série é mais voltada ao público masculino e tem um protagonista menino. Não digo com isso que apenas meninos possam ler, mas sabemos que a grande maioria dos protagonistas é feminino.

Flecther é o nosso protagonista, e a história tem uma mistura de magia, uma espécie de jogo de cartas (tipo um super trunfo, mas a ideia aqui tem a ver com bichos estranhos e demônios) e claro, muita aventura e uma guerra contra humanos, orcs, elfos, anões e o que mais a sua imaginação suportar ou você já tiver lido por aí.

Gostei do plot da história, mas uma coisa que pecou e muito foi o quanto o autor fica enrolando para contar as coisas e as explicações exageradas, me sentia uma criança de 5 anos recebendo explicações de coisas simples. Caro autor, já joguei cards e entendo essa coisa de ‘evoluir’ os monstros e sua criação de guerra humanos x orcs x elfos x anões, já foram mostradas em milhares de outros livros e filmes, então sua escrita não é exatamente original a ponto de explicações tão detalhadas que beiravam à chatice muitas vezes.

Os personagens apresentados foram mostrados de forma crua, falta um pouquinho de lapidação, não são personagens ruins e tem um pouco de tudo, o melhor amigo, aquele que é seu inimigo jurado, o que sabe tudo, o que está no meio do caminho. Sem fazer comparação, mas já fazendo tem uma pegada leve de Harry Potter e Magisterium. Não digo que são os mesmos personagens, mas são coisas que já apareceram em outros livros.

O ponto muito fraco realmente foi a questão da enrolação, são 53 e eles não são grandes, mas a história custa avançar, fiquei com a sensação de que tudo de fato só aconteceu nos últimos 10 capítulos, aí sim tivemos todas as explicações, algumas soluções e as consequências de alguns atos que aconteceram no início do livro.

Acredito que a ideia é ser uma trilogia e o segundo livro – The Inquisition (em tradução livre, A Inquisição), tem expectativa de publicação para 2016, vamos ver se no próximo, o autor dá uma enxugada na enrolação e começa a mostrar mais ação.

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