POISON BOOKS - O Voo da Libélula (Michel Bussi)

Em 18 setembro 2015
Autor: Michel Bussi
Tradutor: Fernanda Abreu
Editora: Arqueiro
Série: Não
Temas: Adulto, Suspense, Relacionamentos,
SINOPSE: Agraciado com 4 prêmios na França, entre os quais o Prix Maison de la Presse e o Prix du Roman Populaire, O voo da libélula teve seus direitos vendidos para 25 países e ganhará uma adaptação cinematográfica.
Na noite de 23 de dezembro de 1980, um avião cai na fronteira entre a França e a Suíça, deixando apenas uma sobrevivente: uma bebê de 3 meses. Porém, havia duas meninas no voo, e cria-se o embate entre duas famílias, uma rica e uma pobre, pelo reconhecimento da paternidade.
Numa época em que não existiam exames de DNA, o julgamento estende-se por muito tempo, mobilizando todo o país. Seria a menina Lyse-Rose ou Émilie? Mesmo após o veredicto do tribunal, ainda pairam muitas dúvidas sobre o caso, e uma das famílias resolve contratar Crédule Grand-Duc, um detetive particular, para descobrir a verdade.
Dezoito anos depois, destroçado pelo fracasso e no limite entre a loucura e a lucidez, Grand-Duc envia o diário das investigações para a sobrevivente Lylie e decide tirar a própria vida. No momento em que vai puxar o gatilho, o detetive descobre um segredo que muda tudo. Porém, antes que possa revelar a solução do caso, ele é assassinado.
Após ler o diário, Lylie fica transtornada e desaparece, deixando o caderno com seu irmão, que precisará usar toda a sua inteligência para resolver um mistério cheio de camadas e reviravoltas.
Em O voo da libélula, o leitor é guiado pela escrita do detetive enquanto acompanha a angustiada busca de uma garota por sua identidade.

>>>PRIMEIRA FRASE DO LIVRO<<<
“O Airbus 5403 que fazia a rota Istambul-Paris perdeu altitude.”

RESENHA<<<
Um retorno no tempo, uma briga que durou 18 anos, exame de DNA, muito suspense e um final bem xoxo. Apesar das boas expectativas, o final deste livro ficou bem a desejar. Comecei a ler muito empolgada e de repente, a vontade de ler meio que desapareceu, mas aos poucos retornei e percebi que aquela empolgação do início foi perdida.

A história tem um duplo ponto de vista, acontecimentos em 1980 e em 1998, mas ao longo das suas quase 400 páginas, outros personagens mostram seus pontos de vista. Os mais fortes são do detetive que acompanhou o caso por 18 anos, mas também aparecem as avós da criança e os possíveis irmãos. Apesar de ter alguns momentos de ação, depois de algum tempo, esses muitos pontos e a colocação de mínimos detalhes deixou a história mais lenta e cansativa.

No início a gente fica muito empolgado, afinal hoje em dia com exames de DNA e do Carbono 14 é fácil datar idades e de quem aquela pessoa é filha ou não. Como o livro se passa em 1990/1998 e o exame de DNA ainda não existia, só saiu em 1995 e só quem tinha muito dinheiro podia arcar com os custos, o detetive passou sua vida toda querendo confirmar se a menina era filha de uma família ou de outra.

As teorias e buscas são interessantes, apesar de se tornarem repetitivas e depois de algum tempo, chatas, o detetive gosta de valorizar muito as suas mínimas descobertas e em alguns momentos isso deixava a história tão chata e cansativa, era quase como ver as mesmas questões repetidas vezes e nunca ver uma evolução na narrativa.

A personagem principal é bem apagada, ela aprece mais sendo chamada ao telefone ou nas lembranças das pessoas, do que ‘fisicamente’. Até entendo que de repente saber que você viveu sendo filha de uma família e na verdade pode ser da outra, deixa um nó na cabeça de qualquer um, mas sei lá, queria mais presença da menina, afinal ela é quem ia saber a verdade da sua vida, mas seus ‘irmãos’ é que correm atrás, e ganham mais destaques.

Não vou me alongar na busca, afinal, são anos de busca e teorias, outros personagens envolvidos, informações que são reveladas, mas o final foi o que me realmente me decepcionou. Quando chegou um determinado momento, por volta da página 250, comecei a perceber que o final seria xoxo e colocariam uma coisa nada a ver cheia de outros assuntos extras para dar uma ‘confundida na cabeça do leitor’ e não deu outra.

Terminei o livro com a sensação de que a história era boa, algo interessante e de repente a história se perdeu e terminou com um final nada a ver. Por isso, para aqueles que adoram ler as últimas páginas, sugiro fortemente que NÃO LEIAM OS ÚLTIMOS CAPÍTULOS, senão vocês vão saber todo o mistério e acabar com um pouco da graça da história.

Este post faz parte da #SemanaArqueiro2015

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