BOOKS || A Rainha Vermelha (Victoria Aveyard)

Autor: Victoria Aveyard
Tradutor: Cristian Clemente
Editora: Seguinte
Série: Sim, livro 1 (série A Rainha Vermelha)
Temas: Jovem-Adulto, Reinos, Aventura, Fantasia
O mundo de Mare Barrow é dividido pelo sangue: vermelho ou prateado. Mare e sua família são vermelhos: plebeus, humildes, destinados a servir uma elite prateada cujos poderes sobrenaturais os tornam quase deuses.Mare rouba o que pode para ajudar sua família a sobreviver e não tem esperanças de escapar do vilarejo miserável onde mora. Entretanto, numa reviravolta do destino, ela consegue um emprego no palácio real, onde, em frente ao rei e a toda a nobreza, descobre que tem um poder misterioso… Mas como isso seria possível, se seu sangue é vermelho?Em meio às intrigas dos nobres prateados, as ações da garota vão desencadear uma dança violenta e fatal, que colocará príncipe contra príncipe - e Mare contra seu próprio coração.
>>>PRIMEIRA FRASE DO LIVRO<<<
“Odeio a primeira sexta.”

RESENHA<<<
Com uma mistura de ‘X-men’ com uma pegada meio ‘The Bachelor’, eis que surge uma nova fantasia/aventura, que nos fará buscar a verdade acima de tudo, nos apaixonar por muitos personagens, ver reviravoltas intensas e acima de tudo, irá fazer com que a gente morra pelos próximos livros! Sim, minha gente, isso é série.

Tive receios de ler este livro porque li muitas comparações a respeito de ‘A Seleção’ (clica no link para conhecer os venenos do livro), o qual não gostei. Imaginei que se é parecido com algo que não curti, não deveria perder meu tempo, lendo algo no mesmo estilo, porém, não vi nada de semelhante, exceto uma parte que tem uma pequena escolha de meninas, cujo este detalhe não é o evento que se baseia o livro, como lá em ‘A Seleção’, exceto para trazer a tona os dramas da protagonista.

Começo pelos personagens, gostei de quase todos, eles são interessantes, criativos, diferentes personalidades, malignos, intensos. Cada um com sua particularidade e ao mesmo tempo a gente gosta de todos, torcemos mais para alguns do que outros. Mas realmente os personagens foram bem elaborados e as histórias/dramas de cada um também, óbvio que ainda tem gente que não sabemos totalmente, afinal, temos muitos personagens secundários e terciários e não digo isso de uma forma ruim não, aliais, isso foi o positivo para deixar a história mais rica e um tanto mais confusa.

Dos personagens principais, a gente precisa prestar muita atenção neles, no que é digo/mostrado, porque a história principal está ali, mas ao mesmo tempo tem alguns fios que ligam à outras informações que foram destruidoras no final. Sério, a reviravolta foi tensa. Um dos poucos finais de primeiro livro que eu pensei ‘essa galera se lascou bonito’ / ‘deu ruim’.

Com relação a narrativa, uma combinação vencedora foi a união de capítulos curtos, com muitos diálogos e evitar a enrolação. Capítulos curtos fazem com que o autor não faça nada muito enrolativo, já que esse é um dos maiores motivos das pessoas acharem livros chatos. E o outro ponto é que a autora pode passar para muitas situações, já que não fica uma vida enrolando um assunto. E os diálogos, quando bem trabalhados, são ótimas formas de deixar uma narrativa mais fluida e instigante.

O que mais me chamou atenção no livro foi o fato dela ter misturado dois temas que já passaram em outras publicações de forma interessante e a gente vê que não é uma repetição. Ela usa o sangue para justificar essa diferença de classe, os de sangue vermelho, os meros mortais, são os que trabalham e não tem privilégios e os de sangue prata, são os governantes dos locais, os privilegiados, os que vivem para se divertir e possuem os tais poderes e se a gente trouxer essa teoria toda para a Monarquia, entenderemos porque as pessoas tendiam se casar com parentes/outros reinos – fortalecimento de poder.

O livro traz essa luta de classes de uma forma leve, mas sem fazer o leitor de bobo. Achei isso muito válido, porque eu sempre acho que não importa a idade que o leitor tem, o autor precisa entender que se ele se destina a escrever para uma faixa etária, ele precisa entender aquela faixa etária e não partir do princípio que são bobos e não irão entender o que escrevi/quis dizer.

E tem também um vídeo onde falo mais do livro, explicando algumas coisas com mais detalhes e informações, afinal, falar de um livro é diferente de resenha-lo, tudo é mais emocional, mais passional, mais tudo... é como se a relação com o livro fosse muito maior. 

Aproveitem esses 15/20 minutos a mais sobre ‘A RAINHA VERMELHA’ depois me digam o que acharam do vídeo e claro, dá série 😉 

Próximos Livros:
Livro 2 - Espada de Vidro
Livro 3 - A Prisão do Rei

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