POISON BOOKS - Naomi & Ely e a Lista do Não Beijo (David Levithan e Rachel Cohn)

Autor: David Levithan & Rachel Cohn
Tradutor: Ana Carolina Mesquita
Editora: Galera Record
Série: Não
Temas: Jovem-Adulto, Relacionamentos, Família,
SINOPSE: A quintessência menina-gosta-de-menino-que-gosta-de-meninos. Uma análise bem-humorada sobre relacionamentos. Naomi e Ely são amigos inseparáveis desde pequenos. Naomi ama Ely e está apaixonada por ele. Já o garoto, ama a amiga, mas prefere estar apaixonado, bem, por garotos. Para preservar a amizade, criam a lista do não beijo — a relação de caras que nenhum dos dois pode beijar em hipótese alguma. A lista do não beijo protege a amizade e assegura que nada vá abalar as estruturas da fundação Naomi & Ely. Até que... Ely beija o namorado de Naomi. E quando há amor, amizade e traição envolvidos, a reconciliação pode ser dolorosa e, claro, muito dramática.

>>>PRIMEIRA FRASE DO LIVRO<<<
“Eu minto o tempo inteiro.”

RESENHA<<<
Confesso que fui cheia de expectativa nesse livro. Sim, eu sei que eu sempre digo que isso é ruim para a leitura, mas sou humana, por mais que eu tente, alguns autores ou boas sensações que tivemos no passado, a gente tenta recriar no futuro.

Quando li ‘Nick & Norah’, gostei tanto do livro, me tocou tanto que quando vi que novamente a dupla iria escrever um livro juntos, já pensei que seria como reler algo que curti, na verdade, pensei que seria aquela leitura certa, a que eu realmente iria gostar e ler num piscar de olhos.

Mas nem chegou perto, eita livro chato, cheios de personagens que caíram de paraquedas na história, mil pontos de vistas desnecessários e para piorar Naomi é chata demais (pensem em um palavrão, para vocês entenderem a intensidade). Ely tem um certo charme, mas também não foi lá essas coisas.

A história de Naomi e Ely é aquelas que muita gente conhece, dois amigos que crescem juntos e que de repente um deles acaba se apaixonando pelo outro, até aí tudo bacana, mas no caso de Ely que é gay, fica difícil Naomi ficar com ele. E aí começa um drama bem bobo – ela nunca aceitou isso. Tipo, para ela, eles teriam de ficar juntos. Ela meio que acha que esse lance dele ser gay é ‘brincadeira’.

A história gira nesse impasse, era para ser algo engraçado e divertido, mas aos poucos a leitura se tornou um tormento e foi um arrastar de páginas até chegar ao fim. Naomi não é tão legal assim, ela é chata, mimada e foi uma personagem mal construída. Você até percebe que ela poderia oferecer muito mais, ela é como um diamante bruto, faltou lapidação para que a personagem se destacasse. Porém, do jeito que foi feito, ela passou de algo legal, para chata e sem graça.

Ely é um mistério, teve bons momentos e outros chatos, mas nada comparado ao de Naomi, se compararmos um com o outro, ele é muito mais interessante e suas visões são mais cleans e úteis.

A história acaba se tornando confusa e perdida, pois ao mesmo tempo que a gente percebe que os personagens estão em busca de algo – ser algo, melhorar a vida, se descobrir. Eles parecem patinar nas mesmices e isso é o que mais se sobressai na leitura, tornando em alguns momentos chata e um tanto repetitiva.

A narrativa poderia ser mais, não morri de amores, mas ela seguiu aos poucos. Não quis abandonar correndo a leitura apesar das considerações levantadas.

E o final? ahhh que final mais sem graça e xoxo que eu já li, depois de tantas aventuras e desventuras, merecia um final mais legal.

Este post faz parte da #SemanaGaleraRecord2015

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