POISON BOOKS - Não-Sei-Quê (Stefan Bachmann)

Em 21 agosto 2015
Autor: Stefan Bachmann
Tradutor: Ana Carolina Mesquita
Editora: Galera Júnior
Série: Sim, livro 2 (série O Peculiar)
Temas: Infantojuvenil, Aventura, Fadas, Steampunk
SINOPSE: Pikey Thomas não tem nada. Nem família nem amigos... nem dois olhos normais. Mas sua visão, quem diria, tem algum valor. Seu olho cinzento, capaz de enxergar o que não está à sua frente, pode ser de alguma valia para o irmão de Hettie — o corajoso aventureiro Bartholomew Kettle. Alguma valia para o nobre que o adotou. E Pikey faria qualquer coisa para escapar do passado, qualquer coisa por uma nova chance. 
O destino dessas três crianças está prestes a se entrelaçar. E o resultado pode acabar com o mundo das fadas e o dos homens.

>>>PRIMEIRA FRASE DO LIVRO<<<
“Ninguém percebeu a presença do soldado.”

RESENHA<<<
Livro 2 da série ‘O Peculiar’, para mais informações sobre o anterior, clique:

Antes de começar a ler essa resenha, realmente vocês deveriam ler meus comentários sobre o livro anterior. Apesar de ter curtido a ideia geral, a dificuldade na leitura, a história um tanto densa e cheia de informações, quase me fizeram desistir da leitura do livro 2, e tive o mesmo problema com o livro anterior. Vale lembrar que a faixa etária do livro é para a galera dos 10/12 anos.

A narrativa do autor precisa ser melhorada, ela é cansativa e repetitiva, o que acaba acontecendo quando tentamos ler muitos capítulos seguidos é cansaço, meio que desanima ver que se a história fosse um pouquinho mais leve e ágil, este seria um daqueles livros que a gente lê tão rápido que o difícil seria esperar pelo próximo. Mas as palavras as vezes usadas e como a história se desenrola, mal conseguimos terminar um capítulo sem essa sensação.

Apesar da história estar ligada com o que aconteceu no livro anterior, essa ligação é bem fraquinha, já que durante muitos momentos do livro a gente tem a irmã de Barth – Hettie sendo a protagonista e contado como é o mundo das fadas ou no que exatamente ela se meteu.

Esse mundo poderia ser bem mais explorado, senti falta de coisas mais interessantes, tem muitos bailes e as vezes coisas sem nexo, e o grande motivo das fadas brigarem e quererem dominar Londres, ficou em terceiro/quarto/quinto plano.

O outro personagem que aparece é Thomas, um meio fada, que é o único que consegue ver Hattie no mundo das fadas e é em quem Barth se segura para tentar salvar a irmã. São os momentos mais movimentados do livro, já que ele está sempre em alguma espécie de aventura ou situação de perigo.

Infelizmente, depois de ter passado pelas mesmas sensações de cansaço e um certo desinteresse pela história, não vejo porque continuar a série. A mesma até pode ter uma ideia geral boa, mas ela não conseguiu me agradar em dois livros e os mesmos problemas e sensações ruins me perseguiram nos dois, acho difícil ver uma grande melhora para o terceiro.

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