POISON BOOKS - Ela Não é Invisível (Marcus Sedgwick)

Em 12 agosto 2015
Autor: Marcus Sedgwick
Tradutor: Raquel Agavino
Editora: Galera Record
Série: Não
Temas: Jovem-Adulto, Aventura, Relacionamentos, Família,
SINOPSE: Laureth é uma adolescente cega de 16 anos, e seu pai é um autor conhecido por escrever livros divertidos. De uns tempos pra cá, ele trabalha em uma obra sobre coincidências, mas nunca consegue termina-la. Sua esposa acha que ele está obcecado e prestes a ter um ataque de nervos. Laureth sabe que o casamento dos pais vai de mal a pior quando, de repente, seu pai desaparece em uma viagem para a Áustria e seu caderno de anotações é encontrado misteriosamente em Nova York.


>>>PRIMEIRA FRASE DO LIVRO<<<
“Uma última vez repeti para mim mesma que não estava sequestrando meu irmão caçula.”

RESENHA<<<
Um livro bem diferente dos quais estou acostumada a ler. O fato da protagonista não possuir um dos sentidos – a visão e embarcar em uma aventura para salvar o pai e tudo isso ser mostrado de uma forma elegante, interessante e diferente.

Laureth possui 16 anos e tem um pai escritor, ela quem responde os e-mails e as coisas do pai (olha a gente achando que os autores que respondem as coisas que nós mandamos...rs), mas ela é cega e por este motivo, sempre foi protegida pela família. Mas quando seu sexto sentido diz que tem algo errado com seu pai, ela pega seu irmão de 7 anos, o cartão da mãe e embarca rumo aos Estados Unidos para ajudá-lo.

O livro pode ser dividido em duas partes para mim: o tal do motivo do pai dela ter ido aos Estados Unidos e a perseguição do mesmo para o assunto de um livro que nunca saiu da sua cabeça – coincidências e as dificuldades e como nós lidamos com as pessoas que não possuem algum dos sentidos ou são diferentes de nós.

A primeira parte é confusa e as vezes chata, são partes do diário do pai que ela acha e são mostrados aos poucos. As anotações dele e como ele busca essa ideia que o deixa louco a ponto de ir atrás de pessoas e situações que possam explicar isso e criar ideias para um próximo livro.

A vantagem dessa parte é que ela está espalhada pelo livro, a ideia é o irmão dela lendo uma página por vez, já que o mesmo é pequeno e não consegue entender a situação do pai, apesar da ideia ser louca e até interessante, confesso que esta foram as partes mais chatas/arrastadas que li, sempre que chegava nessa parte meu ritmo caia e ficava desanimada.

Já no segundo momento, o autor criou uma aventura e tanto para alguém que é incapaz de ver. Não digo pelo fato de parecer surreal, porque não é, mas ele mostra as limitações da menina, o fato das pessoas falarem como se ela não estivesse presente e achar que ela é ‘menos’ por ter uma deficiência. E isso ele consegue mostrar de uma forma muito bacana, mostra que apesar das dificuldades a serem vencidas, ela consegue ir além, ir atrás do pai e entrar nessa busca.

A história misturou um pouco de tudo, tem uma pequena investigação, a situação com o irmão menor, as buscas, o lado da menina, como ela se sente ao ser excluída pelas pessoas. É uma personagem forte que ganha cada vez mais presença ao longo das páginas.

No final do livro, meu pensamento foi que talvez a gente reclame demais das coisas ou ache que tudo é difícil exatamente porque não aconteceu do jeito que queríamos, e aqui, o autor mostrou coisas relativamente simples que facilitam a vida da menina e que para nós é clichê, mas o mais importante do livro foi: Vá atrás das coisas que você acredita, mesmo que todos estejam contra você.

Este post faz parte da #SemanaGaleraRecord2015

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