POISON BOOKS - Uma Curva no Tempo (Dani Atkins)

Autor:  Dani Atkins
Tradutor: Raquel Zampil
Editora: Arqueiro
Série: Não
Temas: Adulto, Romance, Ficção
SINOPSE: A noite do acidente mudou tudo...
Agora, cinco anos depois, a vida de Rachel está desmoronando. Ela mora sozinha em Londres, num apartamento minúsculo, tem um emprego sem nenhuma perspectiva e vive culpada pela morte de seu melhor amigo. Ela daria tudo para voltar no tempo. Mas a vida não funciona assim... Ou funciona?
A noite do acidente foi uma grande sorte... Agora, cinco anos depois, a vida de Rachel é perfeita. Ela tem um noivo maravilhoso, pai e amigos adoráveis e a carreira com que sempre sonhou. Mas por que será que ela não consegue afastar as lembranças de uma vida muito diferente?

>>>PRIMEIRA FRASE DO LIVRO<<<
“Minha primeira vida terminou às 22h37 de uma noite chuvosa de dezembro, em uma rua deserta ao lado da velha igreja.”

RESENHA<<<
Apesar da capa lindinha e da sinopse ok, este livro não estava na minha lista de leituras. E após tantas pessoas comentarem sobre o final do livro, onde os comentários beiravam que era muito ruim a outras palavras que não vale comentar, fiquei com a curiosidade atiçada. Porque afinal as pessoas reclamavam tanto do final?

O livro conta a história de Rachel, uma personagem sem graça e sem sal, que nas duas versões não me fez ter grandes considerações por ela. Onde na primeira versão da sua vida, prestes a ir para faculdade um grave acidente acontece durante uma reunião com grupo de amigos e a mesma sai com cicatrizes e perde seu melhor amigo.

Já na segunda versão, existiu o acidente, mas este foi de menor intensidade e seu amigo não morreu, as coisas tomaram outros rumos e a personagem fica sem saber exatamente em qual dos dois momentos ela está. Principalmente porque a segunda versão da sua vida é muito melhor que a anterior (em termos de conquistas e felicidade).

Os personagens não são o grande destaque neste livro, o livro é simples, muitas vezes longos sem motivos e não se aprofunda em termos/questões que poderia. O mesmo vale para seus personagens. Tirando a Rachel que é a que mais aprece, os amigos e família são poucos explorados pela autora, eles fazem mais cara de figuração do que uma presença significativa.

A história é leve, meio triste porque tem toda essa questão de acidente e morte e como isso inevitavelmente muda a vida de quem perde uma pessoa, mas esperava algo muito mais triste e profundo do que foi apresentado, esperava uma personagem muito mais interessante, mesmo que totalmente problemática. Na verdade, você enxerga onde a autora quis levar sua personagem, mas infelizmente passou longe do pretendido.

Em relação ao grande final que foi objeto de discórdia de muita gente, eu gostei. Foi um final digno ao livro, acredito que se a autora tivesse feito algo muito mirabolante, a gente iria reclamar e dizer que não é real. Foi a única parte do livro que realmente senti um toque de realidade e de fortes emoções. Uma pena que todo o restante não tenha sido assim, poderia ter sido um ótimo livro, porém passou longe.

>>> Já conhece as outras redes sociais do blog? Clique e seja bem-vindo <<<

Share:

0 comentários