POISON BOOKS - A Cidade Murada (Ryan Graudin)

Em 13 julho 2015
Autor:  Ryan Graudin
Tradutor: Guilherme Miranda
Editora: Seguinte
Série: Não
Temas: Infanto-juvenil, Ficção
SINOPSE: A Cidade Murada é um terreno com ruas estreitas e sujas, onde vivem traficantes, assassinos e prostitutas. É também onde mora Dai, um garoto com um passado que o assombra. Para alcançar sua liberdade, ele terá de se envolver com a principal gangue e formar uma dupla com alguém que consiga fazer entregas de drogas muito rápido. Alguém como Jin, uma garota ágil e esperta que finge ser um menino para permanecer em segurança e procurar sua irmã. Mei Yee está mais perto do que ela imagina: presa num bordel, sonhando em fugir… até que Dai cruza seu caminho.
Inspirado num lugar que existiu, este romance cheio de adrenalina acompanha três jovens unidos pelo destino numa tentativa desesperada de escapar desse labirinto.

>>>PRIMEIRA FRASE DO LIVRO<<<
“Existem três regras para sobreviver na cidade murada.”

RESENHA<<<
Um livro cuja a leitura vale mais pelo motivo que a autora resolveu escrever sobre do que pela história em si. Confesso que com tantas coisas positivas faladas sobre o livro fiquei esperando muito mais do que foi apresentado. Até a gente entender a essência do livro, o mesmo tem uma narrativa bem enfadonha, talvez seja o motivo de ver tantas pessoas desistindo do mesmo nos sites gringos.

O livro é narrado por três personagens – duas meninas e um menino. As meninas, a gente entende realmente qual é a relação entre elas e o motivo de estarem naquela situação, uma situação triste e que acontece em muitos cantos do mundo, aqui no Brasil inclusive. Este ponto do livro que choca e nos revolta, principalmente porque as pessoas que deveriam ajudar são as mesmas que colocam as pessoas nessa situação.

Porém, a narrativa das duas meninas não é tão interessante, ela é devagar, repetitiva e um pouco limitada até metade do livro, não tem muita coisa a descobrir e se você for um leitor menos persistente pode acabar largando a leitura antes de chegar na virada. Onde realmente a história fica interessante e a gente avança muito mais rápido.

O motivo da virada e a parte mais interessante é a narrativa do rapaz. Ele é misterioso, a gente não sabe porque ele está ali, para onde vai e o que busca. A primeira parte do livro é basicamente sustentada por ele, porém tanto mistério acaba dando a sensação que quando as coisas forem reveladas será ‘A’ coisa e nem é. As expectativas que o livro cria não condizem com a realidade apresentada.

A virada é a explicação do menino estar na Cidade Murada. Realmente depois que ele explica algumas coisas, a história fica um pouco mais dinâmica, ou melhor, fica menos perdida e com mais foco. Talvez seja este o motivo do livro não ter feito tanto sucesso lá fora e aqui ter tido mais elogios, uma história só ficar interessante depois de quase 200 páginas não é bacana. Acredito que poucos livros nos agarrem pela mão logo nas primeiras páginas, mas metade do livro é preciso ter coragem/paciência/tempo para continuar.

Como sempre gosto de ler os agradecimentos e motivos do autor ter escrito o livro, ao final entendi porque a autora escreveu e até entendo a pequena bandeira que ela levantou, apesar de que ela poderia ter aprofundado mais em tantas questões, principalmente no Poder Paralelo cujo um lugar ganha e as autoridades nada fazerem é preocupante.

Para os que vãos e aventurar, insistam, o início é bem devagar e é preciso bastante paciência, mas depois da metade, as coisas ficam um pouco melhores e mais dinâmicas.

PS: A nota deste livro fica entre o Suave e o Tóxico, como não há notas quebradas no blog, classifiquei como Suave.

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