POISON BOOKS - Na Era do Amor e do Chocolate (Gabrielle Zevin)

Autor:  Gabrielle Zevin
Tradutor: Cláudia Mello Belhassof
Editora: Rocco
Série: Sim, livro 3 (Série Birthright)
Temas: Jovem-Adulto, Distopia, Máfia, Relacionamento
SINOPSE - Em uma Nova York futurista, onde o chocolate e a cafeína são proibidos e uma série de restrições é imposta diariamente à população, Gabrielle Zevin volta ao mundo de Anya Balanchine, a determinada protagonista da trilogia Birthright, que chega ao fim com Na era do amor e do chocolate. Às vésperas de completar 18 anos, a filha de um dos chefões da máfia do chocolate decide se libertar das amarras da empresa de sua família e abrir seu próprio negócio, pondo em risco sua própria vida e a segurança de seus irmãos, unindo-se a um antigo inimigo. Depois de Todas as coisas que eu já fiz e Está no meu sangue, Anya Balanchine continua surpreendendo o leitor com sua força e coragem e entra de vez para o rol das grandes heroínas da atual literatura jovem.

>>>PRIMEIRA FRASE DO LIVRO<<<
“Eu não queria ser madrinha, mas minha melhor amiga insistiu.”

RESENHA<<<
Final de série aqui no blog, mas antes de acompanhar todos os dramas e reviravoltas deste livro, bora conferir o drama dos anteriores?

Desde que eu comecei a ler essa série, meus sentimentos por ela sempre foram muito conflitantes. Apesar de ser uma distopia, porém no final a autora diz que não considera como, eu segui com as lutas da Anya em um mundo que seria muito triste – o chocolate ser proibido. Gente, como assim?

A Anya é uma personagem muito forte, ela lutou muito pela família, para defende-los, estar no lugar deles quando as coisas iam mal e olha que foram muitas vezes, a família dela que é da Mafya, sempre querendo apunha-la pelas costas (literalmente) e tudo que ela fez para sobreviver. E isso fez a série ser intensa. Daquelas que a gente se pergunta se o protagonista nunca vai ter um momento feliz, mas também nos faz pensar na nossa vida e nas coisas que a gente deixa de lado porque achamos difícil.

O enredo foi suave e tranquilo, tem bons momentos, momentos intensos, perseguições, coisas que não dão certo. Exatamente como na nossa vida. O bom da história é que nada foi do tipo ‘boom e eis que estou morrendo de amores e vou viver felizes para sempre’, tanto as coisas boas e ruins que vemos, foram trabalhadas, nada é corrido ou chato, elas vão entrando aos poucos, algumas sendo resolvidas e outras só um pouco mais para frente.

E isto foi algo meio inédito para mim, geralmente no primeiro livro o autor mostra mil coisas e a grande maioria delas só serão explicadas no último livro, algumas explicações meio sem pé nem cabeça, ou outras que poderiam ter acontecido ao longo da história e aqui, ao narrar dessa forma diferente, a autora nos faz ficar mais conectada com a história, rapidamente a gente se lembra do que já aconteceu e nas causas e consequências daquele ato.

Apesar de não seguir totalmente a ideia geral da distopia, que já contei em alguns outros livros, tem coisas bem forte sim, e principalmente o final – a garota vira o símbolo da liberdade, que aqui tem a ver mais com defender as ideias do que deveria ser proibido ou liberado.

Para aqueles que curtem sentimentos intensos, uma pitada de distopia, personagens fortes, histórias interessantes e bem construídas, essa série é obrigatória, são tantos sentimentos intensos ao lê-la, que fica impossível traduzir em palavras.

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