POISON BOOKS - Battle Royale (Koushun Takami)

Em 26 junho 2015
Autor:  Koushun Takami
Tradutor: Jefferson José Teixeira
Editora: GloboLivros
Série: Não
Temas: Jovem-Adulto, Distopia, Estratégia, Revolução
SINOPSE - Battle Royale é um thriller de alta octanagem sobre violência juvenil em um mundo distópico, além de ser um dos best-sellers japoneses e mais polêmico entre os romances. Como parte de um programa implacável pelo governo totalitário, os alunos do nono ano são levados para uma pequena ilha isolada e recebem um mapa, comida e várias armas. Forçados a usarem coleiras especiais, que explodem quando eles quebram uma regra, eles devem lutar entre si por três dias até que apenas um "vencedor" sobreviva. O jogo de eliminação se torna a principal atração televisiva de reality shows. Esse clássico japonês é uma alegoria potente do que significa ser jovem e sobreviver no mundo de hoje. O primeiro romance do jornalista Koushun Takami, tornou-se um filme ainda mais notório pelo diretor de 70 anos de idade, Kinji Fukusaku.


>>>PRIMEIRA FRASE DO LIVRO<<<
“Assim que o ônibus entrou na cidade de Takamatsu, capital da província, a paisagem vista pela janela começou a mudar, passando de áreas arborizadas para um ambiente urbano permeado pela claridade dos neons multicoloridos, dos faróis dos carros vindos na direção contrária e das poucas luzes ainda acesas dos prédios de escritórios.”

RESENHA<<<
O que falar deste livro? Com certeza foi inspiração para muitos outros, várias coisas que sempre reclamei de distopia, estavam aqui presentes, exatamente como imaginei que seria um jogo de vida ou morte, mas mesmo assim, é preciso ter sangue frio para seguir na leitura. Se você tem nojinho, medo de sangue, ou acha que nenhum ser humano é capaz de cometer essas loucuras, você está redondamente enganado.

O forte do livro é o jogo, pouco sabemos da Sociedade, ou porque exatamente o jogo existe, o mesmo é quase uma espécie de lenda urbana, geral sabe que existe, ninguém nunca o vê, os vencedores das outras edições aparecem em flashs e depois são esquecidos e os que não concordam com o Governo/Sociedade são mortos e tudo não passa de uma lembrança.

O início do livro é chato, tem muito blábláblá que a princípio a gente acha que vai ajudar, mas nem é verdade, mas passem adiante, porque depois a história melhora, seja para o bem ou mal.

Durante a prova é onde realmente o bicho pega, temos 42 alunos, onde apenas um sairá vivo, e o mesmo vale para as personalidades, são alunos que se conhecem desde o início da vida, como matar colegas? Como matar alguém que você conhece toda uma vida? Mas isso não é problema para certos alunos, alguns realmente usam a desculpa do jogo para mostrar um lado escondido – o desejo de matar. Já outros ficam na encruzilhada – devo ou não? Alguns se escondem, outros se matam, cada um escolhe um destino ou o destino escolhe por eles.

Acompanhamos vários jogadores ao mesmo tempo, então sabemos quem está morto ou está prestes a morrer e quem não está, por isso, para aqueles que adoram ‘roubar’ e correr para o fim dos capítulos, meu conselho é NÃO.FAÇAM.ISSO. É que no fim de cada capítulo, temos a quantidade de alunos existentes no jogo.

Preciso dizer que mesmo tendo tudo que sempre disse que deveria ser num jogo de vida ou morte, pois acredito que ninguém quer morrer e nem falo pelo prêmio ou qualquer coisa do tipo, já que o prêmio do jogo é praticamente viver, não tem dinheiro, fama, fortuna ou coisa assim. O jogo é um experimento, o jogo é para descobrir algo que podemos imaginar ao ler as muitas páginas e o final, mas de concreto é somente o experimento.

O final fica em aberto, o que no primeiro momento eu fiquei meio P da vida, mas depois entendi, não tinha como ter um final diferente, o final é algo que poderia acontecer com qualquer e é isso que deixa a história interessante.

Mas realmente o livro vale pelo jogo e psicológico, até porque das quase 700 páginas, podemos dizer que pelo menos umas 70/80 são explicações e/ou regras do jogo e o restante são os momentos que os estudantes passam nessa ilha, onde ganha aquele(a) que faz estratégia, não se desespera e sabe que tudo na vida, principalmente ali é matar ou morrer.

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