POISON BOOKS - Selva de Gafanhotos (Andrew Smith)

Em 08 maio 2015
Autor:  Andrew Smith
Tradutor: Edmundo Barreiros
Editora: Intrínseca
Série: Não
Temas: Jovem-Adulto, Distopias, Ficção
SINOPSE - Na pequena cidade de Ealing, Iowa, Austin e seu melhor amigo, Robby, libertam acidentalmente um exército incontrolável. São louva-a-deus de um metro e oitenta de altura, completamente tarados e famintos. Essa é a verdade. Essa é a história. É o fim do mundo e ninguém sabe o que fazer.
Com todos os elementos obrigatórios de um romance apocalíptico, Selva de gafanhotos mistura insetos gigantes, um cientista louco, um fabuloso bunker subterrâneo, um mal resolvido triângulo amoroso-sexual e muita, muita confusão, e está longe de tratar apenas do fim do mundo.
Engraçado, intenso e complexo, o livro fala de um jeito inovador de adolescência, relacionamentos, amizade e, claro, de temas um tanto mais inusitados, como testículos dissolvidos e milho modificado geneticamente. Um romance surpreendente sobre a odisseia hormonal, amorosa e intelectual que é essa fase da vida.


>>>PRIMEIRA FRASE DO LIVRO<<<
“Li em um lugar que os humanos têm predisposição genética para registrar a história.”

RESENHA<<<
Infelizmente, este livro não foi para mim. Lutei muito para chegar na página 125 (exatamente o começo da terceira parte da história), mas depois de tanto enrolar e passar mil outros livros na frente, senti que era a hora de finalizar e ir atrás de outros mundos.

A sinopse me atraiu, uma coisa meio doida com gafanhotos, porque não? Já li tantas coisas sem pé nem cabeça que mais uma, não faria diferença. Mas o grande problema sem dúvida aqui é a narrativa. Foi.Chata.Demais. Na verdade, a escrita para mim foi pobre. Enquanto lia, pensava naqueles momentos que a gente está aprendendo uma nova língua e não consegue montar um paragrafo direito. São frases prontas e aqui é assim o tempo todo. O autor não desenvolve suas ideias. Os parágrafos são super curtos e é cheio de diálogos.

Adoro muito diálogos, mas quando os mesmos são interessantes e coerentes, aqui não é o caso. Umas conversas doidas, tipo de gente chapada/bêbada. Páginas disso sem fim e nada de evolução neles. Mortalmente chato.

O autor não evoluiu seu enredo, pois depois de quase ler um terço do livro, não sei dizer para vocês o que de fato a história se trata. Ela começou a ter uma leve explicação, mas nada. São 100 páginas de enrolação, conversas chatas, personagens pobres e narrativa enfadonha. Fiquei me perguntando como consegui chegar a página 100.

Observando a ideia/estrutura do livro, vi que o mesmo era para ter uma pegada muito mais rápida e até dinâmica, pois o formato dos capítulos, a quantidade enorme de diálogo e os poucos personagens fazem a história ficar enxuta e fluida, mas aqui não aconteceu isso. E para mim o grande culpado foi a narrativa.

Eu não sei vocês, mas uma narrativa ruim, acaba muito com meu ritmo de leitura, para me forçar a ler, o enredo e/ou personagens precisa ser muito tentador para que eu me aventure. Enquanto uma narrativa que me agrade mais, eu consigo ir até o fim, mesmo o livro não sendo lá essas coisas.

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