POISON BOOKS - Os Forasteiros (Michelle Paver)

Autor:  Michelle Paver
Tradutor: Érico Assis
Editora: Intrínseca
Série: Sim, livro 1 (série Deuses e Guerreiros)
Temas: Infantojuvenil, Aventura, Mitologia
SINOPSE - O jovem Hylas tem uma vida pacata, pastoreando cabras nas montanhas com a irmã. Até o dia em que homens com armaduras, lanças de bronze e a pele escondida por uma camada escura de cinzas atacam os dois. Hylas escapa, mas a irmã desaparece, e caberá ao irmão encontrá-la tendo como únicos aliados Pirra, a filha rebelde da Sacerdotisa Suprema, e um golfinho chamado Espírito. Para complicar ainda mais, ele está sendo caçado por guerreiros de armaduras negras. Os forasteiros é o primeiro volume da série Deuses e guerreiros, que se passa na Idade do Bronze.



>>>PRIMEIRA FRASE DO LIVRO<<<
“A haste da flecha era negra, com penas de corvo na extremidade, mas Hylas não conseguia ver a ponta, enterrada em seu braço.”

RESENHA<<<
Às vezes a gente fica querendo muito ler algum livro. Seja porque o tema nos agrada, ou falaram bem dele, ou simplesmente nos apaixonamos pela capa, mas por algum motivo a gente não lê naquele momento que sai e fica na lista do ‘em breve’ e quando vamos ler, ficamos nos perguntando porque mesmo a gente quis tanto ler isso. Expectativa é sempre uma meleca.

Não lembro o motivo de querer ler ‘Os Forasteiros’, a única coisa que me vem à cabeça é o fato de estar ligado à mitologia grega, que eu amo, pois fora disso, reli a sinopse e ainda não sei explicar para vocês. Demorou uma vida para poder ler e assim que terminei fiquei meio decepcionada. Esperava bem mais, ou imaginei algo completamente diferente. A verdade é que não atendeu as minhas expectativas.

O livro não é exatamente mitologia grega, leia-se deuses e deusas que habitam o Olimpo. O livro se passa muito antes, na era do bronze, onde os deuses nem eram nomeados, eram forças ocultas. Se passa naquele momento que a gente nunca consegue determina com exatidão, quando as lendas sobre as cidades gregas e próximas coexistem e a gente nunca sabe quem influenciou quem.

Até aí, ok. Não tenho problema com outras eras dentro da cultura grega, mas a narrativa foi um fator determinante. Ela foi chata, confusa e em alguns momentos repetitiva e cansativa. Apesar de em alguns momentos entender essa essência/ritmo, foi uma leitura difícil, ela não emplacou. Me senti em areia movediça. Quanto mais você lê, menos você sai do lugar. É como se você nunca sentisse o livro andar. Você, lê, lê, lê e está na mesma página.

A narração ocorre em terceira pessoa, o que sempre é ótimo, mas aqui uma das visões é de um golfinho. Sim, o golfinho também narra. E apesar de no começo achar fofo e tal, no final me perguntei o motivo de acompanhar este ponto de vista. A não ser que nos próximos livros ele ganhe mais destaque, foi um ponto de vista bem meia boca de se acompanhar e chato.

Até mesmo quando acompanhávamos as crianças eram meio enfadonho. Senti falta de aventura, de saber mais, ir atrás e elaborar melhor a história. É como se não tivesse muito assunto e ficamos lendo a mesma coisa por páginas e páginas.

Talvez se o enredo fosse mais elaborado/interessante, a narrativa chata pudesse passar batida ou seus personagens pouco carismáticos também, mas ficou difícil quando a soma desses três não resultou em algo que de fato nos prendesse.

E como é uma série. Não sei o que esperar para frente. A história principal não foi finalizada, porém as intermediárias ficaram tão a desejar que me desanima seguir em frente e apostar nos próximos livros da série.

>>> Já conhece as outras redes sociais do blog? Clique e seja bem-vindo <<<

Share:

0 comentários