POISON BOOKS - Beleza Perdida (Amy Harmon)

Autor:  Amy Harmon
Tradutor: Monique D’Orazio
Editora: Verus
Série: Não
Temas: Jovem-Adulto, Drama, Superação, Relacionamento
SINOPSE - Ambrose Young é lindo — alto e musculoso, com cabelos que chegam aos ombros e olhos penetrantes. O tipo de beleza que poderia figurar na capa de um romance, e Fern Taylor saberia, pois devora esse tipo de livro desde os treze anos. Mas, por ele ser tão bonito, Fern nunca imaginou que poderia ter Ambrose… até tudo na vida dele mudar.
Beleza perdida é a história de uma cidadezinha onde cinco jovens vão para a guerra e apenas um retorna. É uma história sobre perdas — perda coletiva, perda individual, perda da beleza, perda de vidas, perda de identidade, mas também ganhos incalculáveis. É um conto sobre o amor inabalável de uma garota por um guerreiro ferido.
Este é um livro profundo e emocionante sobre a amizade que supera a tristeza, sobre o heroísmo que desafia as definições comuns, além de uma releitura moderna de A Bela e a Fera, que nos faz descobrir que há tanto beleza quanto ferocidade em todos nós.


>>>PRIMEIRA FRASE DO LIVRO<<<
“O ginásio da escola estava tão barulhento que Fern teve de se inclinar para baixo ao lado da orelha de Bailey e gritar para ser ouvida.”

RESENHA<<<
Como explicar para vocês sobre este livro?
Ele é muito triste, pesado. E com isso acaba mexendo com a gente. Talvez se não tivesse um tema triste – guerra – talvez, a gente conseguisse analisar mais drasticamente, ver que seus personagens e evolução nem são tudo isso. A história é bacana, mas há coisas melhores, mas num enredo onde a dor está muito constante, fica difícil separar o joio do trigo.

Eu vi a história como duas coisas separadas. Analisei a questão de personagens, escrita, narrativa e o tema contado. A primeira parte para mim ficou a desejar. Não que seja um livro ruim, mas eram muitas páginas e cenas batendo no mesmo tema, essa questão envolvendo a beleza (digamos que essa é a primeira parte) e depois a coisa muda para o lado morte/superação/guerra.

Essa segunda parte é pesada, tensa, triste. É o tipo de leitura que te deixa para baixo, por isso, aconselho a não ler este livro se você estiver meio para baixo ou triste com algo, a chance dessa leitura te afundar é grande demais.

Porém, essa segunda parte – triste – causa tanto impacto que acredito que muita gente vai analisar apenas este lado.

Os personagens principais tem muito mimimi do tipo ‘ele não gosta de mim porque sou feia’, e isso se estende por muitas páginas, tinha horas que isso era muito chato. A autora bateu muito nessa tecla. Às vezes tinha a sensação de que se você não fosse bonito nada de bom iria acontecer com você. Já os amigos eram do tipo pipoca, apareciam esporadicamente, faziam barulho e sumiam. Faltou consistência nos personagens secundários. Principalmente porque a história em uma cidade pequena, onde praticamente todo mundo conhece todo mundo e viu a pessoa nascer.

A narrativa teve altos e baixos, em alguns momentos era boa, divertida, interessante e em outras a coisa se arrastada, fiquei com muita dúvida em relação a isso, deu a sensação de que mais alguém escrevia com a autora ou foram dando dicas para melhorar, mas a coisa não ficou uniforme.

Falando da parte triste e forte do livro, que é a segunda parte, digamos assim, grande parte do mal-estar tem a ver com o fato de ser cidade pequena e todo mundo se conhecer. Esse é um dos motivos que gera essa carga pesada no livro. O mesmo se alterna entre os anos 90 e retorna para época do 11 de setembro nos EUA, por aí vocês já podem imaginar muitas coisas.

A autora tem essa característica de escrever coisas fortes, já li outros livros dela e sempre é assim, um tema pesado, algo triste, um leve Q de superação e alguns momentos de muita transição. Como disse, só não aconselho a ler se estiver de baixo astral, realmente ele vai sugar você.

>>> Já conhece as outras redes sociais do blog? Clique e seja bem-vindo <<<

Share:

0 comentários