POISON BOOKS - Starling (Lesley Livingston)

Autor:  Lesley Livingston
Tradutor: Martha Argel e Humberto Moura Neto
Editora: Jangada
Série: Sim, livro 1 (série Starling)
Temas: Jovem-Adulto, Mitologia, Aventura,
SINOPSE Mason Starling é campeã de esgrima da equipe da Academia Gosforth, mas nunca teve de lutar por sua vida. Não até a noite em que uma violenta tempestade sobrenatural assola Manhattan, aprisionando Mason e seus colegas de equipe dentro da escola. Mason é atacada por criaturas horrendas, com forma vagamente humana, mais aterrorizantes que os trovões e raios, enquanto a tormenta traz para a vida dela um perigoso desconhecido: um jovem que não se recorda de nada além de seu nome - Fennrys, o Lobo. A chegada desse garoto misterioso faz em pedaços o mundo de Mason, ao mesmo tempo que uma atração inegável surge entre eles. Juntos, eles tentam desvendar os segredos da identidade de Fenn, enquanto forças estranhas e sobrenaturais se adensam à volta deles. Quando descobrem que a família de Mason, com sua obscura ligação com antigos deuses nórdicos, é a chave de todo o mistério, Fennrys e Mason subitamente se veem diante de um futuro catastrófico: o Ragnarök - ou o fim do mundo, como o conhecemos.

>>>PRIMEIRA FRASE DO LIVRO<<<
“– Vamos lá, Mase! Cadê seu instinto assassino?”

RESENHA<<<
Geralmente evito dar spoilers, mas só vou falar uma única coisinha sobre o livro para vocês entenderem porque o mesmo foi uma surpresa. O livro tem uma pegada mitologia nórdica. E porque é um spoiler? Porque a gente só descobre lá para página 60/70. Eu sei que nem é tanto assim, mas estava todo mundo querendo ler coisas da mitologia nórdica, ainda mais no estilo ‘Heróis do Olimpo / Crônica dos Kanes’, então, podem ler!

O livro é jovem-adulto, e ele já começa na adrenalina, lutas, alucinação coletiva, o que devemos esperar, para onde vamos e quem está por trás de tudo isso. As primeiras páginas já nos fazem fazer todas as perguntas, porque a protagonista é boazinha (não é idiota, mas gente todo mundo está escondendo tudo dela) e pela história ser narrada em terceira pessoa e alguns capítulos outros narradores mostrarem seus pontos de vista, a gente sabe muito mais que a menina e as vezes estamos anos-luz na frente dela.

A linha de raciocínio é meio enrolada e isso pode ser um problema para o segundo livro, mas até onde foi mostrado, a autora tem um bom leque para desenvolver uma história interessante e diferente. A gente fica sem saber quem é vilão ou mocinho, pois todo mundo tem muitos interesses nesse legado de Odin e isso nos faz mudar toda hora de opinião.

A narrativa é boa, mas em alguns momentos eram repetitivas, acho que os momentos de lutas/descobertas eram bons, mas quando surgia alguma espécie de romance a coisa parecia ir em slow motion e ficava bem chatinho. Mas ainda bem que não tivemos momentos longos sobre isso, mas espere alguns ‘bolsões’ de partes chatas no meio dessa ideia louca que é Mahanthan com todos esses deuses não se torne uma constante.

O livro tem muitos personagens, e a narrativa neste primeiro livro é apresentada por 3 deles. Eu sou uma fã de narrativa com múltiplos personagens, mas sei de gente que não curte muito a ideia, dos 3 personagens, apenas um nos dava muita informação ou algo bem para frente em relação ao enredo e o que devemos esperar, os outros dois, coitados, estão bem no escuro sobre tudo isso, então as narrativas são meio semelhantes, porém em locais diferentes e descobrindo coisas novas.

A história me prendeu e meio que se encaixou com o que eu queria – ler algo na vibe mitologia estilo Rick Riordan, mas com a pegada nórdica. Porém, senti falta das explicações dos deuses e seus mundos. A coisa ficou muito por alto, por isso, espero que no próximo livro a autora trabalhe mais nessa linha, apenas dizer que fulano pode ser descende de Odin e acabar por aí não é tão legal na história.

Continua em: Descendente

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