BOOKS || Reboot (Amy Tintera)

Autor:  Amy Tintera
Tradutor: Fabiana Colasanti
Editora: Galera Record
Série: Sim, livro 1 (série Reboot)
Temas: Jovem-Adulto, Distopia
Reboot - Quando grande parte da população do Texas foi dizimada por um vírus, os seres humanos começaram a retornar da morte. Os Reboots eram mais fortes, mais rápidos e quase invencíveis. E esse foi o destino de Wren Connolly, conhecida como 178, a Reboot mais implacável da CRAH, a Corporação de Repovoamento e Avanço Humano. Como a mais forte, Wren pode escolher quem treinar, e sempre opta pelos Reboots de número mais alto, que têm maior potencial. No entanto, quando a nova leva de novatos chega à CRAH, um simples 22 chama sua atenção, e, a partir do momento que a convivência com o novato faz com que ela comece a questionar a própria vida, a realidade dos reinicializados começa a mudar.
>>>PRIMEIRA FRASE DO LIVRO<<<
“Eles sempre gritam.”

RESENHA<<<
E voltamos ao mundo da distopia. O que falar sobre Reboot que mal chegou e já estou considerando pacas. A autora faz uma proposta simples, clean e a gente lê numa velocidade que é muito amor. Porque nada como a gente querer saber o que vai acontecer e como isso será inserido na história.

178 é uma pessoa, mas a partir do momento que ela foi reiniciada, o nome, sua vida antiga, seus desejos e anseios morreram e ela passou a ser uma ‘arma’ do Estado/Sociedade, e para piorar quanto mais tempo você passa morto, mais ‘cruel’ ou sem emoções você se torna, por isso, nossa amiga 178 não sente nada, a não ser indiferença.

Mas 22, ou melhor Callum, chega ao Centro e vai colocar em cheque tudo que a Sociedade e a própria 178 acredita, ou melhor, a fazem acreditar e esse bate bola deles é o que faz a história ser pé no chão. Pois apesar de muitos momentos a autora narrar coisas que se pararmos para pensar beira ao surreal, esses questionamentos de Callum faz com que a 178 repense sobre o modo como os Reboots são tratados e como a Sociedade os vê.

Poucos livros de distopia seguem por esse lado dos questionamentos, e esse é um dos pontos que mais curti no livro. o menino que é novo nesse mundo faz perguntas e vê as coisas por outros ângulos, enquanto quem já está lá segue uma hierarquia que ninguém sabe porque começou, apenas segue o fluxo das coisas.

Temos bons personagens e bons momentos de reviravolta, apesar do final do livro chegar onde se era esperado, acredito que a autora tem um bom material para desenvolver nos próximos dois – sim, temos uma trilogia. E se tratando de distopia, temos a regra da distopia também.

Apesar de ter curtido muito mais esse do que ‘Reiniciados’, a temática dos dois é muito parecida, acho que aqui a autora foi sucinta no que queria dizer, ela explora poucas coisas por vez e a gente não se sente enrolado ou perdido. A história fluiu de uma forma bacana, a gente quer muito mais entender aquela Sociedade e como e quando começaram a existir os reboots, do que as teorias loucas da imaginação que no final da série ficam sem sentido.

Ainda não sei o que esperar dos próximos livros, visto que não tivemos nenhuma grande reviravolta ou mudanças de lados, acredito que isso irá acontecer no próximo, prevejo mais brigas e tensão do que foi nesse.

Próximo Livro:
Livro 2 - Rebelde 

Share:

0 comentários