POISON BOOKS - Um Dia de Cada Vez (Courtney C. Stevens)

Autor:  Courtney C. Stevens
Tradutor: Claudia Mello Belhassof
Editora: Suma de Letras
Série: Não
Temas: Jovem-Adulto, Drama, Comportamento
SINOPSE - Alexi Littrell era uma adolescente normal até que, em uma noite de verão, sua vida é devastada. Envergonhada, a menina começa a se arranhar e a contar compulsivamente uma tentativa de fazer a dor física se sobrepor ao sofrimento que passou a esconder de todos. Ela só consegue sobreviver ao terceiro ano do ensino médio graças às letras de música que um desconhecido escreve em sua carteira. As canções parecem adivinhar o que o coração de Alexi está sentindo.
Bodee Lennox nunca foi um adolescente normal, mas agora é o menino que teve a mãe assassinada pelo pai. Em seguida, ele vai morar com os Littrell, e Alexi acaba descobrindo que o Garoto Ki-Suco, o quieto e desajeitado menino de cabelos coloridos, pode ser um ótimo amigo.
Em Um dia de cada vez, Alexi e Bodee, ao mesmo tempo em que fingem para o resto do mundo que está tudo bem, passam a apoiar um ao outro, tentando viver um dia de cada vez.

>>>PRIMEIRA FRASE DO LIVRO<<<
“Vestido preto de funeral.”

RESENHA<<<
Não quero falar desse livro de uma forma pedante ou desmerecendo a história do mesmo. Porém, a história que consta em ‘Um Dia de Cada Vez’ tem algo de clichê e repetitivo em relação ao tema ou a forma que o drama foi tratado. Outros livros que seguem a mesma temática já fizeram os mesmos caminhos e por isso não tive nenhuma surpresa ou impacto durante a leitura.

A narrativa com capítulos curtos foi um ponto positivo, e o motivo tem a ver com o fato de que se a autora escrevesse demais, ela acabaria entregando logo de cara o que deveria ser a grande revelação, mas a forma simples de narrar, te ajuda a se manter na leitura e isso nos dias de hoje tem ganhado muito ponto comigo.

Por ser um tema dramático e pela sinopse está praticamente contando muito da história não vou entrar nos detalhes como foço nas outras resenhas, pois acho que acabaria dando spoilers do final. Os personagens principais são de certa forma apagados, mas interessantes. Ao mesmo tempo que não querem se mostrar ou fingim desaparecer é exatamente o que eles conseguem – chamar atenção. E aos poucos um acaba ajudando ao outro nessa dura missão. Ninguém passa por um trauma e sai ileso. Todos ficam com alguma sequela e a recuperação varia de pessoa para pessoa.

Mesmo sem contar detalhes, quero deixar registrado que o melhor ponto do livro foi a autora dando uma solução. Pode não ser a melhor ou a mais correta, mas ela mostrou um caminho. E acho isso muito importante para quem está passando ou passou pelo problema. Como começar? O que fazer? Onde ir? A maioria dos livros não temos esse final e fico me perguntando, porque tocar em um assunto polêmico se você não irá desenvolvê-lo? Como pode ajudar as pessoas assim?

Após a leitura, vem uma parte que traz algumas considerações, como obter ajuda e até explicando um pouco dos protagonistas. Aconselho a ler, esclarece alguns pontos bacanas na história. Esse é um daqueles livros onde o final valeu a pena. Mesmo que não seja o melhor do mundo, mas tem algo para se agarrar e seguir em frente, então vale a leitura.

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