POISON BOOKS - Mundo Novo (Chris Weitz)

Em 21 janeiro 2015
Autor:  Chris Weitz
Tradutor: Álvaro Hattnher
Editora: Seguinte
Série: Sim, livro 1 (série Mundo Novo)
Temas: Jovem-Adulto, Distopia, Jornada
SINOPSE - Neste mundo novo, só restaram os adolescentes e a sobrevivência da humanidade está em suas mãos.
Imagine uma Nova York em que animais selvagens vivem soltos no Central Park, a Grand Central Station virou um enorme mercado e há gangues inimigas por toda a parte. É nesse cenário que vivem Jeff e Donna, dois jovens sobreviventes da propagação de um vírus que dizimou toda a humanidade, menos os adolescentes.
Forçados a deixar para trás a segurança de sua tribo para encontrar pistas que possam trazer respostas sobre o que aconteceu, Jeff, Donna e mais três amigos terão de desbravar um mundo totalmente novo. Enquanto isso, Jeff tenta criar coragem para se declarar para Donna, e a garota luta para entender seus próprios sentimentos - afinal, conforme os dias passam, a adolescência vai ficando para trás e a Doença está cada vez mais próxima.

>>>PRIMEIRA FRASE DO LIVRO<<<
“Mais um dia de primavera após o colapso da civilização.”

RESENHA<<<
Personagens chatos, enredo que não mostra ao que veio. O autor deve ter levado um qualquer de certas marcas porque só fala disso no livro. Distopia com cara de diário e que passa mais tempo falando do hoje do que da essência de distopia.

Cheguei ao final do livro me perguntando porque não abandonei. Final mais meia boca impossível. Nossa, foi um calvário seguir em frente. Acho que este livro deveria ter ficado no forno mais alguns anos para criar um corpo melhor. Faltou de tudo.

Jeff e Donna são os narradores dessa distopia que foi bem fraca em termos de essência. Na verdade, eu li por alto alguns comentários que diziam que se parecia com ‘Cidade da Meia-Noite’, o qual eu não tinha morrido de amores, mas aqui a coisa foi muito chata. Donna é uma daquelas protagonistas que quer ser a tal, mas parece uma princesa, cheia de mimimis. A sua narrativa era chata e parecia um diário, horas e horas descrevendo o Antes, inclua aí marcas de aparelhos e vídeos games. Uma personagem cheia de crises que não deveria ter. Me perguntei porque raios ela era narradora. Não que os personagens sejam maravilhosos, mas tinha gente mais interessante para narrar.

Já Jeff foi daquele personagem meio idealista que não dei muita importância. Sinceramente, era idealista demais em um mundo destruído, mas que tinha os mesmos moldes do de hoje?! Outro personagem que sofre do mal das divagações. 80% do livro era sobre seus pensamentos e a situação utópica que ele quer.

Distopia não é meu gênero preferido, mas eu já sei os ‘paranauês’ da coisa. Aqui ficou muita coisa a desejar. Talvez se fosse algo mais voltado para a linha de ‘estamos morrendo e daí vai virar uma distopia’, acho que a coisa poderia ter funcionado melhor. Faltou estruturação na sua história. Um aprofundamento do assunto, elaborar melhor as coisas. São páginas e páginas de uma pseudo-aventura-distópica. E o pior que nem interessante a coisa é.

Nem falo da narrativa... chata, repetitiva e sem falar de nada. Para algo que aconteceu recentemente, as pessoas se esqueceram muito rápido do que de fato os levou a extinção.

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