POISON BOOKS - Dearly, Beloved (Lia Habel)

Em 26 janeiro 2015
Autor:  Lia Habel
Tradutor: Ana Luisa Astiz
Editora: iD
Série: Sim, livro 2 (série Gone With The Respiration)
Temas: Jovem-Adulto, Zumbis, Steampunk
SINOPSE - Nora Dearly e Bram Griswold apaixonaram-se, mesmo que isso parecesse algo impossível de acontecer entre uma garota cheia de vida, neovitoriana, de 17 anos e um soldado punk morto, que voltou a viver como zumbi. Como ele, o pai de Nora, Doutor Dearly, também se tornou um zumbi e dedica seus dias às pesquisas médicas – chegou a criar a vacina capaz de agir contra a Lazarus, a terrível doença que reanimava os mortos e os transformava em zumbis.
Mas a notícia de que uma cepa diferente da Laz havia surgido deixou todos muito preocupados. Principalmente porque essa nova forma da doença era ainda mais assustadora, criando um tipo de zumbi insano e bastante violento.
Estariam eles de volta à estaca zero? Haveria mais um Cerco? Os mortos seriam caçados novamente?
Neste segundo volume da série, a insegurança e o medo voltam a dominar a cidade de Nova Londres e a ameaçar a convivência pacífica entre todos. E, uma pessoa em especial vai aproveitar esse clima de guerra e fará de tudo para destruir o amor entre Nora e Bram. Será que vai conseguir?

>>>PRIMEIRA FRASE DO LIVRO<<<
“Quando cheguei ao topo da colina, o zumbi me pegou.”

RESENHA<<<
Continuação de série, para saber os venenos levantados no livro anterior, clique:

Acho que o mais triste de uma série é a falta de foco no que ela se destina a passar, ou em seu enredo. Mentira, como tantas vezes já dissemos por aqui, o grande problema das séries é que é muita ‘embromation’ para pouca história e isso está ficando difícil de aturar nas sagas sem fim. O que acaba de fato acontecendo é que as pessoas começam e muitas vezes não terminam, como o que aconteceu aqui.

A narrativa não era a maravilha da saga, ela tinha muitas falhas, são muitos personagens narrando, alguns pontos de vistas interessantes, muita enrolação, mas no meio de tantos excessos, as vezes a gente conseguia tirar algo que valia a pena se manter e continuar firme e forte. Mas nesse livro, a coisa foi um total ‘samba do crioulo doido’, a autora atirou para todos os lados e não acertou em nenhum, sua história está tão fragmentada que tinha horas que me perguntava sobre o que exatamente ela estava escrevendo... zumbis inteligentes? Guerras? Gente aleatória que entrou na história? Coisas novas que ainda não identifiquei?

Entendo que a história precisa ter sempre um upgrade, mas como o rumo do livro anterior foi bem meia boca, a gente está perdido no que de fato a história vai seguir. Ainda temos o casal – humana e zumbi – que tentam de tudo para ficarem juntos e enfrentam oposição das pessoas, zumbis e quem é contra esse tipo de coisa, mas eles que eram os principais, foram reduzidos a coadjuvantes nesse livro, poucas passagens são eles contando. As vezes até aparecem nos pensamentos e ações de outros (alguns nem apareciam antes). As opções são muitas e praticamente ninguém anda fazendo nada.

Os personagens não me cativaram, essa enxurrada de gente nova me deixou mais irritada e os poucos que conhecia e até tinha uma ‘quedinha’ ou não me importava muito, se tornaram chatos e todos batendo na mesma tecla. Parecem outras pessoas, entre um livro e outro, alguns sofreram mudança de personalidade, só isso explica essa grande transformação.

Já a história original, que era entender porque os zumbis voltaram à vida, o que fazer com eles e como os manter vivos, ou melhor, os manter sem despedaçar e em funcionamento, digamos assim, aparece ocasionalmente, mas fiquei com a impressão que as respostas regrediram ao invés de progredir.

Dentre as 511 páginas deste livro, cheguei até a 271 e resolvi ficar por ali mesmo. O que atraiu para a leitura da série se perdeu nessas quase 300 páginas lidas e meu interesse se esvaiu a medida que a história e sua narrativa ficavam arrastada, chata e sem pé nem cabeça. Uma pena, porque era algo diferente do que estávamos acostumados (pelo menos eu).

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