POISON BOOKS - Apenas 1 Dia (Gayle Forman)

Em 16 janeiro 2015
Autor:  Gayle Forman
Tradutor: Daniela Pires
Editora: Novo Conceito
Série: Sim, livro 1 (série Apenas 1 Dia)
Temas: Novo Adulto, Romance, Road Trip, Comportamento
SINOPSE - A vida de Allyson Healey é exatamente igual a sua mala de viagem: organizada, planejada, sistematizada. Então, no último dia do seu curso de extensão na Europa, depois de três semanas de dedicação integral, ela conhece Willem. De espírito livre, o ator sem destino certo é tudo o que Allyson não é. Willem a convida para adiar seus próximos compromissos e ir com ele para Paris. E Allyson aceita. Essa decisão inesperada a impulsiona para um dia de riscos, de romance, de liberdade, de intimidade: 24 horas que irão transformar a sua vida. Apenas um Dia fala de amor, mágoa, viagem, identidade e sobre os acidentes provocados pelo destino, mostrando que, às vezes, para nos encontrarmos, precisamos nos perder primeiro... Muito do que procuramos está bem mais perto do que pensamos.

>>>PRIMEIRA FRASE DO LIVRO<<<
“E Se Shakespeare entendeu tudo errado?.”

RESENHA<<<
E todo mundo achando que eu não curto romances/chick-lits e afins...rs, hoje a resenha é sobre esse tema. E o livro foi tão cheio de altos e baixos (no bom sentido). Odeio livro que não passa nenhuma emoção, mas esse foi uma surpresa, até as partes que achei chatas.

O livro me lembrou um pouco de ’13 Envelopes Azuis’ e alguns sobre ‘road trip’ que já li ou vi mencionado por aí. Tem uma pitada bem semelhante à ‘Onde Deixarei Meu Coração’ que foi resenhado recentemente. Mas a análise da autora em alguns momentos foi mais profunda e isso possibilita muitas interpretações.

O livro possui 3 partes e elas são tão diferentes entre si, quanto a percepção que temos do livro no decorrer da história, são mudanças de humor, variações de sentimentos e questões levantadas.

A primeira parte foi intensa, ótima. Uma narrativa intrigante e de uma rapidez incrível. A personagem certinha, em um determinado momento tem um rompante e vai passar um dia em Paris, e isso desafia toda a sua vida/estrutura, depois dessa viagem ela nunca mais será a mesma.

“Pensou demais.
A mesma coisa é viajar.
Não se pode se esforçar demais, senão parece trabalho.
Você tem de se entregar ao caos.
Ao acaso.”

Essa parte nos mostra uma personagem um tanto louca, com uma história plausível, mesmo que a gente se pergunte se de fato isso seria provável no mundo real. Mas a autora nos mostra facetas interessantes, divertidas e ousadas dos personagens apresentados. Quem não gostaria de visitar Paris com alguém especial? Ou que sinta alguma química? Os detalhes dos locais, as aventuras, a narrativa e o enredo são intensos e quase a gente não sente o tempo passar. A questão que fica é; se o livro começa relativamente bem, qual a chance do mesmo cair? Afinal, a gente sempre vê uma evolução, começando meia boca e se tornando interessante, poucas vezes eles começam de forma arrebatadora.

Em compensação a segunda parte é longa, chata, arrastada e nos faz questionar porque há poucas páginas a gente estava amando, onde foi que a autora se perdeu? A história muda drasticamente e apesar de entender, afinal a protagonista começa na faculdade, mas a ruptura da sua vida em Paris nunca mais fará com que ela seja a mesma. Tem alguns pontos de depressão, pressão, ser motivo de orgulho dos pais e descobrir no meio disso tudo quem a gente quer ser.

Mas a protagonista se apaga e se torna chata, passa-se um ano e apesar de serem uns 12 capítulos (divididos por mês), a gente tem a sensação de que está lendo umas mil páginas. Foi difícil ver a história se perder desse jeito, passar de algo intenso e bom, para pensamentos do tipo ‘será que devo desistir?’ ou ‘porque essas mudanças tão bruscas de narrativa?’. É um momento difícil de leitura, mas gente, fiquem firmes e fortes!

A terceira parte é o momento que a protagonista entende que ela precisava voltar à Paris e saber o que de fato aconteceu naqueles dias e seguir com a sua vida. Meio que dá um passo para trás para dar dois para frente. A narrativa não é tão intensa e fluente quanto à da primeira parte, mas melhora e muito em relação a parte anterior.

Percebemos um amadurecimento da personagem, sua busca em entender o que de fato aconteceu e o quanto a gente precisa dar duro em algumas coisas. Curti a forma como a autora ia resolvendo algumas situações, nem sempre era fácil, muitas vezes a gente procura bastante e até sai do caminho para achar o que a gente de fato precisa e não o que queremos.

“C’est courageux d’aller dans l’inconnu.”

O final me deixou com muitas respostas, a autora literalmente termina o livro em uma cena de ação e eu morri sem saber o que de fato aconteceu. E ao ler a sinopse do próximo livro, descobri que se trata do ponto de vista do outro personagem e não a continuação da história. Não sou fã desses livros que mudam os PoV, principalmente porque a história a ser contada precisa ser tão boa, ou melhor, do que a que nós já conhecemos, senão dá a sensação de dejà vu e uma certa enrolação.

Minha expectativa é que os capítulos finais de ‘Apenas 1 Ano’, a autora inclua algum detalhe do final desse livro. Não precisa ser nada extenso, um epílogo já estaria de bom tamanho. É ruim terminar uma leitura achando que ficou faltando algo. Mas isso, só no próximo poderemos descobrir.

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