POISON BOOKS - O Que Restou de Mim (Kat Zhang)

Em 03 dezembro 2014
Autor:  Kat Zhang
Tradutor: Joana Faro
Editora: Galera Record
Série: Sim, livro 1 (série As Crônicas Híbridas)
Temas: Jovem-Adulto, Ficção, Outros, Distopia
SINOPSE - Addie e Eva são híbridas duas almas no mesmo corpo. Em sua realidade, todos nascem assim mas, ainda na infância, uma das almas torna-se dominante. Mas isso nunca acontecia com as duas. Considerados instáveis e perigosos, os híbridos foram perseguidos e eliminados das Américas. E quando o segredo delas é ameaçado, Eva e Addie descobrirão da pior forma que há muito mais sobre os híbridos do que os noticiários de TV e os livros de história contam.



>>>PRIMEIRA FRASE DO LIVRO<<<
“Addie e eu nascemos dentro do mesmo corpo, os dedos fantasmagóricos de nossas almas entrelaçados antes de inspirarmos o ar pela primeira vez.”

RESENHA<<<
Com uma pegada meio ficção cientifica e meio distopia, ‘O Que Restou de Mim’ traz os dilemas de um novo tipo de situação. Como seria viver com duas almas/entidades/pessoas/consciência no mesmo corpo? Numa América onde isso é considerado errado e proibido, mas no restante do mundo é normal, as protagonistas Addie e Eva se alternam para contar a história da mudança de suas vidas.

Apesar de ideia um tanto diferente, senti que deixou muitos pontos faltando ou mal elaborados, e o desenvolvimento dessa história, deixou de ser a teoria dos híbridos para focar em crianças presas em lugares para pesquisa e afins que também não foi tão bem trabalhado. Ou seja, a ideia nadou e morreu na praia.

A narrativa foi bem irritante, tem muito blábláblá desnecessário até chegar ao que interessa, e isso pode ser um tanto desafiador, a todo momento a gente sente que está sendo jogado em rumos diferentes. Em determinado momento a gente tem as meninas tentando entender porque elas são diferentes e no outro, essa situação com o hospital que perde e muito o foco.

O tema não é ruim, mas a ideia ficou mal elaborada. Principalmente por ser uma série, deixou muitas coisas em aberto e a pergunta que fiquei me fazendo ao final do livro era; ‘o que de verdade a autora queria falar? Queria mostrar na sua história?’. Eram muitos caminhos, mas nenhum bem desenvolvido.

O excesso de personagens foi um problema sério. Principalmente porque quase todo mundo tem essa dupla essência. Então na hora de ler/entender o que cada um falava era algo que precisava de bastante atenção, uma coisa que poderia ter sido mais detalhada na parte de diagramação, de repente letras especiais, chamar mais atenção para mudança do personagem. Confesso que algumas vezes me perdia na situação de quem falava com quem. Isso foi bem confuso, principalmente do meio para o final.

Apesar de ser o primeiro livro de uma série, não me deixou muito empolgada porque a estrutura da série não está clara e o que a autora quis passar em sua história acabou ficando superficial e confusa, espero que a sinopse do próximo elabore muito mais todas as questões levantadas, temos muitas perguntas e quase nenhuma resposta e nenhuma finalização/aprofundamento de nada mencionado.

A classificação do livro ficaria entre o Suave e o Tóxico, porém, não há notas quebradas no Mon Petit Poison, por isso, ele ficou como Tóxico.

>>>Nas redes sociais há mais venenos <<<