BOOKS || Um Amor de Cinema (Victoria Van Tiem)

Autor: Victoria Van Tiem
Tradutor: Débora Isidorio
Editora: Verus
Série: Não
Temas: Adulto, Romance, Comportamento, Relacionamento

Neste irresistível romance, Kenzi Shaw, uma designer fanática por filmes, é lançada nas águas turbulentas do amor — ao estilo de Hollywood — quando seu lindo ex-namorado lhe propõe uma série de desafios relacionados a comédias românticas para reconquistar seu coração. Que garota não gostaria de vivenciar a cena das compras de Uma linda mulher? É o desafio número dois da lista. Ou tentar fazer os passos de dança de Dirty dancing? É o número cinco. Uma lista, dez momentos românticos de filmes e várias aventuras depois, Kenzi se pergunta: ela deve se casar com o homem que sua família adora ou arriscar tudo por um amor de cinema?
>>>PRIMEIRA FRASE DO LIVRO<<<
“Quando eu tinha nove anos, demiti minha mãe.”

RESENHA<<<
A sinopse dizia uma coisa, mas a realidade do livro era outra e ela não era lá essas coisas =/
Enredo de garota de 15/16 anos sendo que a protagonista tem 30, fica puxado de aturar em chick-lit e tinha tantas coisas clichês dos livros de Jovem-Adulto, que pensei, ‘porque a autora não colocou a idade da guria para algo entre 17 e 22 anos?’, seria mais condizente com a realidade do que ela quis escrever e a gente não ia ficar se perguntando a toda hora se a protagonista tem 30 ou 15 anos.

A ideia do enredo é engraçadinha, afinal refazer cenas de alguns dos seus filmes mais lindinhos e com aquela pessoa que a gente ama é um sonho para qualquer uma, mas as artimanhas e a história que é contada para de fato isso acontecer é o que ficou faltando melhorar e muito por aqui.

O clássico dos clichês de romance é você estar noiva de X, mas o Y volta à sua vida e você fica se perguntando por que ele te abandonou. E todo aquele lance de família não gosta dele / minha mãe mentiu para mim / tinha uma ‘amiga vaca’ que queria meu namorado e agora que a gente se separou ela está atrás dele... ok, vocês entenderam a ideia. O problema é que o noivo é tão sem graça que a gente realmente torce para o ex voltar e dar certo.

E claro que a protagonista não ajuda; insossa, sem sal e sem graça. Essa vibe de ‘não sou feliz se não tiver marido’ me irrita e muito no chick-lit, acho que as mulheres podem ser tão mais do que isso. Não que as pessoas não devam se casar, mas dizer que a sua vida só vai ser completa se você se casar ou tiver alguém é algo que me irrita, aí transforma as mulheres desse gênero em bobocas cabeças-ocas que vivem para competir sobre quem faz o quê e viver uma vida triste e comandada pelos outros.

Os outros personagens da história (fora do triângulo amoroso) até tem certo charme, principalmente o pessoal do trabalho dela, mas a autora não se preocupou em colocar eles como pessoas para a gente se lembrar. Eles estão ali fazendo figuração. Já os parentes dela são todos tão chatos e cansativos que sempre que essa parte chegava eu pensava, podemos voltar para o mimimi dos coleguinhas que é menos chato?

Foi uma história difícil de engolir, apesar da ideia de certa forma engraçadinha, muitas coisas são conflituosas e se perderam na hora que a estrutura da história foi montada, sem contar a previsibilidade em cada cena, infelizmente. Ahh, deixei a história na página 142.

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