POISON BOOKS - Proibido (Tabitha Suzuma)

Em 21 novembro 2014
Autor:  Tabitha Suzuma
Tradutor: Heloísa Leal
Editora: Valentina
Série: Não
Temas: Jovem-Adulto, Romance, Relacionamento
SINOPSE - Ela é doce, sensível e extremamente sofrida: tem dezesseis anos, mas a maturidade de uma mulher marcada pelas provações e privações da pobreza, o pulso forte e a têmpera de quem cria os irmãos menores como filhos há anos, e só uma pessoa conhece a mágoa e a abnegação que se escondem por trás de seus tristes olhos azuis. Ele é brilhante, generoso e altamente responsável: tem dezessete anos, mas a fibra e o senso de dever de um pai de família, lutando contra tudo e contra todos para mantê-la unida, e só uma pessoa conhece a grandeza e a força de caráter que se escondem por trás daqueles intensos olhos verdes. Eles são irmão e irmã. Mas será que o mundo receberá de braços abertos aqueles que ousaram violar um de seus mais arraigados tabus? E você, receberia? Com extrema sutileza psicológica e sensibilidade poética, cenas de inesquecível beleza visual e diálogos de porte dramatúrgico, Suzuma tece uma tapeçaria visceralmente humana, fazendo pouco a pouco aflorar dos fios simples do quotidiano um assombroso mito eterno em toda a sua riqueza, mistério e profundidade.


>>>PRIMEIRA FRASE DO LIVRO<<<
“Observo as casquinhas pretas, secas, esturricadas que se espalham pela tinta branca descascada dos parapeitos.”

RESENHA<<<
O assunto do livro é forte, tenso e nos deixa muito para pensar. Talvez muita gente tenha lido mais pelo bafo em si do que pela história e eu vou confessar que fui uma dessas, li mais pelo que poderia ‘causar’. Até porque a sinopse, sem o tal incesto seria clichê até dizer chega.

Por isso começo dizendo que o livro foi chato, enrolativo, personagens pobres e fracos e que faltou muito para me deixar torcendo para qualquer um dos protagonistas. Talvez o grande barulho tenha sido porque o casal não deva ficar junto. Mas se eles não fossem irmãos (retirasse apenas esse fato da história) a gente percebe que o livro fica bem abaixo de outras coisas um pouco semelhante.

O enredo não teve nada demais, não foi ousado ou diferente. Filhos que possuem pais bêbados ou que praticamente não ligam para eles, praticamente 1 em cada 3 Jovem-Adulto traz algo assim, cuidar dos irmãos menores também não é nada novo, ser um bom aluno, mas não querer se destacar para não chamar a atenção do Serviço Social também. Eu já li vários livros que seguiram tudo que comentei, então aqui não teve novidades, apenas mais do mesmo.

Os personagens foram os piores para mim, Maya e Lochan são bonitinhos, engraçadinhos e só, um tédio do começo ao fim, não vi eles cresceram como personagens, até suas descrições e ambições são limitadas, o único porém é o fato de repente passarem a gostar um do outro. Porém isso só acontece depois de mais da metade do livro, então tem muita enrolação desnecessárias de coisas aleatórias que não acrescentaram nada à história, seja deles ou do ambiente em si.

Ando chata com a narrativa, consigo aturar um livro ruim com narrativa ágil, mas às vezes fica difícil seguir quando o enredo é bacana, mas a narrativa fica agarrada e aqui, foi tenso... narrativa arrastada e enredo clichê não era bem o que eu esperava quando li a sinopse. Queria algo com mais ação/emoção/drama e para mim, isso passou longe.

Voltando ao tema bapho, isso realmente foi o que fez a autora ter uma grande projeção. Ela pode ter tido uma boa ideia (apesar de não ser exatamente original), mas faltou lapidação e melhor aproveitamento. Tenho observado muito isso nos livros hoje em dia, tem algo bom, mas acaba não sendo trabalhado.

O final foi TÃO decepcionante para mim, depois de me arrastar por meses, ler aquele final me deixou com a sensação que deveria ter parado. O pior é que a autora colocou algumas coisas bacanas na história, mas ela nem deu ênfase. Ela levantou esses assuntos e deixou morrer na praia. Isso poderia ter complementado a história e ter mostrado um outro lado dos personagens.

>>>Nas redes sociais há mais venenos <<<