POISON BOOKS - O Vórtex Negro (S. J. Kincaid)

Em 10 novembro 2014
Autor: S. J. Kincaid
Tradutor: Frank de Oliveira & Julio Monteiro de Oliveira
Editora: V&R
Série: Sim, livro 2 (série Insígnia)
Temas: Jovem-Adulto, Distopia, Comportamento, Máquinas
SINOPSE - O impossível era só o começo. Agora, no segundo ano de treinamento como uma arma sobre-humana do governo, Tom e seus amigos são cadetes de Nível Intermediário na tropa de elite das Forças Intrassolares. Encorajado a trair seus ideais e amizades pelo bem do país, Tom se convence de que tem de haver outro jeito. E, quanto mais se dá conta da corrupção que o cerca, mais ele se compromete em combatê-la, mesmo que isso sabote seu próprio futuro no processo, mas isso pode lhe custar o que ele mais ama. Repleto de ação, inteligência e humor, o segundo livro da trilogia Insígnia continua a explorar perguntas fascinantes e atuais sobre poder, política, tecnologia, lealdade e amizade.



>>>PRIMEIRA FRASE DO LIVRO<<<
“– Você tem que ver esse relógio, Tommy.”

RESENHA<<<
Livro dois da série ‘Insígnia’, bora conferir antes os venenos do anterior?

É bem raro eu abandonar uma série no segundo livro, geralmente ou eu gosto do primeiro e sigo (mesmo que não leve tão à sério como com outras séries) ou leio o primeiro e simplesmente não leio mais e abandono a série lendo apenas o livro 1. Mas aqui resolvi dar uma de Polyana e jogar o ‘jogo do contente’ com o livro, ou seja, achei que no próximo as coisas poderiam ser mais interessantes e quem sabe quase que mudar da água para o vinho. O que óbvio não aconteceu.

O personagem principal conseguiu ser mais babaca e escroto e sem noção que no livro anterior e olha que são apenas 100 páginas de leitura e aproximadamente 6 capítulos. A autora que tinha mil outras coisas para focar e levantar questionamentos, alguns até importantes. As milhares de pontas que estavam abertas no livro anterior, não tiveram uma única menção nesse primeiro terço do livro.

A narrativa continuou aquela coisa meio morna, não me empolgou a continuar a leitura, não é apaixonante e nem intrincada como em outras distopias, aqui a autora se preocupa muito com os mimimis do protagonista, mas esquece todo um mundo que criou, que acaba se mostrando fraco e não se sustenta. Isso nos faz questionar o porquê do livro a todo momento estar sendo escrito, aliás, isso também estava no primeiro, mas achei que nesse segundo as muitas questões (em alguns momentos até meio sem pé nem cabeça) seriam respondidas.

A parte da distopia praticamente não apareceu nesse início de livro, temos apenas o protagonista ‘se dando bem’ e o início da escola, aliás, até as brincadeiras e coisas engraçadas da base que apareceram no livro anterior, aqui foram esquecidas e deveria ser exatamente ao contrário, afinal quando voltamos para uma escola (que aqui é praticamente um colégio interno), a gente tem amigos/conhecidos/inimigos e então sempre volta aquela tensão antiga, mas a autora não quis se preocupar com isso. Ela infelizmente focou apenas em uma única coisa.

Eu desisti desse livro na página 92, ao perceber que o pior fato do livro anterior – o fato do protagonista ser escroto e nem evoluir, não ia mudar nesse, na verdade seria pior que antes. Aí juntou com o enredo fraco e uma narrativa que não me despertou, ou seja, ficou difícil dar atenção à um livro desse tipo, sendo que tem muitos outros legais aí me esperando.

>>>Nas redes sociais há mais venenos <<<