POISON BOOKS - O Sangue do Olimpo (Rick Riordan)

Autor:  Rick Riordan
Tradutor: Edmundo Barreiros
Editora: Intrínseca
Série: Sim, livro 5 (série Os Heróis do Olimpo)
Temas: Jovem-Adulto, Mitologia, Aventura
SINOPSE - Depois de enfrentarem as mais penosas missões, Percy Jackson e os outros tripulantes do Argo II ainda precisam encarar a pior de todas: chegar a Atenas a tempo de impedir que Gaia, a Mãe Terra, desperte. A Atenas Partenos irá para o oeste, enquanto o Argo II seguirá para leste. Os deuses, ainda sofrendo com a dupla personalidade, não podem ajudar. Como os semideuses conseguirão vencer sozinhos um exército de gigantes e impedir uma guerra entre os acampamentos? A viagem para Atenas é perigosa, mas não há outra opção. Eles já sacrificaram muito para chegar aonde estão. E, se Gaia despertar, será o fim.



>>>PRIMEIRA FRASE DO LIVRO<<<
“Jason detestava ser velho.”

RESENHA<<<
Último livro da série Os Heróis do Olimpo, antes de encarar os venenos do último, bora conferir os anteriores?

Eis que chegamos ao fim de mais uma série aqui no blog. Mas fiquei me perguntando se dessa vez realmente seria o fim de Percy e sua turma, visto que esse spin-off derivou da série ‘Percy Jackson e os Olimpianos’, fico na dúvida se em breve o autor não irá puxar mais alguma coisa relacionada aos deuses gregos e/ou romanos e nós iremos embarcar em mais histórias de mitologia e aventuras.

Adianto que esse não foi o meu livro favorito da série e nem é o que tem mais ação/aventura/reviravolta/coisas loucas, isso tudo ficou no anterior, meu queridinho da série, mas eu sabia que aqui teria um ritmo mais devagar, afinal, além da batalha épica, o autor precisava elaborar as lutas, os motivos e as finalizações, tinha muito pano para manga para apenas ter ação e aventura.

O esquema de muitos narradores em geral não me conquistou, até porque eles eram uma espécie de loop, onde o narrador X iniciava o capitulo contando algo geral, geralmente onde estavam e os motivos dele estar ali (as vezes tinha um flashback da infância ou de um determinado momento de antes), depois vinha um pouco de mitologia e blábláblá quando surgiam os deuses e depois a ação/luta e quando o próximo narrador começava, era a mesma coisa.

O ruim disso é que quando você está se empolgando com a história e ficando ansioso, ela dá aquele corte abrupto e volta ao início lento e você precisa pegar o ritmo novamente. Em alguns momentos era interessante, mas na maioria das vezes, fazia o ritmo de leitura não render tanto assim.

A finalização da série foi dentro do contexto, mas nada novo ou inovador, quem já acompanhou a série anterior, já sabia o que mais ou menos esperar. Apesar de curtir a ideia da mistura de Grécia/Roma, durante a leitura da série, sempre ficava com a sensação de copia e cola, então fui surpreendida poucas vezes.

Claro que tivemos algumas reviravoltas, lutas, explicações e coisas melhor elaborada aqui do que no restante da série, afinal é o final e precisava fechar com tudo direitinho. Mas Gaia acabou se mostrando um pouco como Cronos, aquela coisa ‘meio lenda urbana’ que você sabe que está lá, mas nunca viu/ouviu falar de fato? Me passou essa sensação de que poderia ter sido mais, afinal a Mãe Terra está em todo lugar, faltou uma exploração mais detalhada.

Uma coisa que achei total sem necessidade foi a questão dos parentescos, não apenas por ser filho do mesmo deus, mas serem irmãos/primos ‘na vida real’, além de ter dado a impressão que foi algo meio jogado, porque na série o que sempre era destacado era a questão de serem ‘meio sangue irmãos’, as coisas ficavam confusas e não acrescentavam algo relativamente importante.

Mas não podemos negar que o autor nos mostra sempre porque consegue transformar uma parte da história que muita gente acha chata e confusa (menos eu =]), em algo divertido e com muitas opções. No final do livro, a gente fica sabendo quem será o próximo protagonista e os novos deuses, dessa vez os nórdicos.

>>>Nas redes sociais há mais venenos <<<

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