POISON BOOKS - A Vida do Livreiro A. J. Fikry (Gabrielle Zevin)


Autor: Gabrielle Zevin
Tradutor: Flávia Yacubian
Editora: Paralela
Série: Não
Temas: Adulto, Romance, Comportamento
SINOPSE - Uma carta de amor para o mundo dos livros “Livrarias atraem o tipo certo de gente”. É o que descobre A. J. Fikry, dono de uma pequena livraria em Alice Island. O slogan da sua loja é “Nenhum homem é uma ilha; Cada livro é um mundo”. Apesar disso, A. J. se sente sozinho, tudo em sua vida parece ter dado errado. Até que um pacote misterioso aparece na livraria. A entrega inesperada faz A. J. Fikry rever seus objetivos e se perguntar se é possível começar de novo. Aos poucos, A. J. reencontra a felicidade e sua livraria volta a alegrar a pequena Alice Island. Um romance engraçado, delicado e comovente, que lembra a todos por que adoramos ler e por que nos apaixonamos.


>>>PRIMEIRA FRASE DO LIVRO<<<
“Na balsa de Hyannis para Alice Island, Amelia Loman pinta as unhas de amarelo e, enquanto espera que sequem, dá uma lida nas anotações do seu predecessor.”

RESENHA<<<
Sabe aqueles livros que você não dá nada por eles apesar de já ter curtido o autor? Seja porque a capa não te despertou, ou a própria sinopse ou até mesmo porque o autor está acostumado a escrever um gênero ‘X’ e de repente esse livro não é a praia dele. Foi assim que quase desisti de ler esse livro, mas ainda bem que eu pensei ‘porque não? Se for ruim, simplesmente desisto.’  Ainda bem que li, porque foi uau!

Um livro que mistura livros, uma vida ao lado deles e coisas intensas na vida. Não é ficção, mas poderia ser, é real demais para que a gente se perca nas páginas e essa realidade e proximidade toda fez desse livro um daqueles que gosto de chamar de ‘choque de realidade’ ou ‘balançar o mundinho cor-de-rosa’ que às vezes vivemos (ou achamos que vivemos).

Problemas, sr. Fikry.
Para começar, é narrado pela morte!”

Fikry é um livreiro excêntrico, não curte qualquer coisa e nem mesmo todos os autores, dentro deste livro há muitas citações de livros e ideias sendo debatidas sobre eles, falam de alguns autores (bem e mal, por isso cuidado) e também da relação do livro e as pessoas – e a gente nem sabe disso, como um livro influencia ou não uma vida.

Aparentemente o livro pode ser chato, mas ele é intenso, é daquele que nos faz pensar, sentir, não é apenas a leitura pelo entretenimento e sim, aquele algo a mais que às vezes a gente busca. A vida de Fikry pode parecer sem sentido ou sem graça, mas tem vários momentos intensos, de chorar, de cortar o coração e como uma pequena cidade pode ser envolvida com isso. Os clubes do livro, algum assunto intenso dentro de outro, o prazer de descobrir algumas páginas ou histórias, uma vida se desenrolando.

“No começo, só comprava sucessos
de vendas – Jeffrey Deaver e James Patterson
(ou quem quer que escreva para James Patterson).”

A história segue um passo na realidade, é a vida de uma pessoa que poderia ser qualquer um de nós, e como ela faz suas escolhas (às vezes grande demais para seguir nelas, outras vezes simples e fáceis e sem graça) e como elas influenciam a vida de quem as fez.

Uma dica é prestar atenção aos inícios dos capítulos, até chegar ao final do livro você não entenderá o porquê deles estarem ali, mas quando você fizer a ligação, será boom e ao mesmo tempo intenso e gratificante por ter lido.

“Lemos para saber que não estamos sós.
Lemos porque estamos só.”

>>>Nas redes sociais há mais venenos <<<

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