POISON BOOKS - O Rei Demônio (Cinda Willams Chima)


Autor: Cinda Willams Chima
Tradutor: Ana Resende
Editora: Suma de Letras
Série: Sim, livro 1 (série O Sete Reinos)
Temas: Joevm-Adulto, Reinos, Magia, Lutas
SINOPSE - O jovem ladrão reformado Han Alister é capaz de quase qualquer coisa para garantir o sustento da mãe e da irmã, Mari. Ironicamente, a única coisa valiosa que ele possui não pode ser vendida: largos braceletes de prata, marcados com runas, adornam seus pulsos desde que nasceu. São claramente enfeitiçados — cresceram conforme ele crescia, e o rapaz nunca conseguiu tirá-los. Enquanto isso, Raissa ana’Marianna, princesa herdeira de Torres, enfrenta suas próprias batalhas. Ela poderá se casar ao completar 16 anos, mas ela não está muito interessada em trocar essa liberdade por aulas de etiqueta e bailes esnobes. Almeja ser mais que um enfeite, ela aspira ser como Hanalea, a lendária rainha guerreira que matou o Rei Demônio e salvou o mundo. Em O Rei Demônio, primeiro de quatro livros, os Sete Reinos tremerão quando as vidas de Han e Raissa colidirem nesta série emocionante da autora Cinda Williams Chima.


>>>PRIMEIRA FRASE DO LIVRO<<<
“Han Alister se agachou junto à nascente fumegante de lama, rezando para que a crosta termal sustentasse seu peso.”

RESENHA<<<
Este não é o primeiro livro da autora que leio e já sabia o que devia esperar ao encarar essa série (lembro que todas as séries dela são grandes, então se preparem para pelo menos uns 4/5 livros aqui). Mas apesar de começar a leitura com muita empolgação, aos poucos ela foi se esvaindo.

Quem narra o livro conta a história sob seu ponto de vista e por termos dois narradores – uma menino e uma menina – cada um deles conta como sua vida é e o que se espera deles. A menina é uma princesa, todas as tramas, esperas e obrigações que vem com o cargo não parecem agradar Raisa que quer ser livre, quer viver a vida.

Já o outro narrador é Han, um menino humilde que vive longe do luxo do palácio, mas perto da linhagem da princesa, onde é querido por todos, mas a vida na vila gera problemas e ele está mais enrolado neles do que gostaria, é alguém que faz tudo por sua família.

A narrativa se alterna entre eles, mostrando ora os luxos e obrigações de Raisa, ora os momentos tensos de Han. No início a história me prendeu porque todo o enredo que a autora criou é bem diferente, reinos, monstros, histórias mal contadas e coisas assim, a gente entra aos poucos na história e por mais que a gente não se apegue a nenhum personagem, ficamos intrigados à continuar.

Porém, a medida que avançamos, a história passa a ter um ritmo muito devagar e cansativo, parece que a autora ficou no mesmo ponto constantemente sem fazer um grande avanço significativo, teve alguns momentos que se estenderam que foram desnecessários e praticamente não teve nenhuma informação, para mim aconteceu ao contrario do que geralmente acontece – até a página 100 estava muito empolgada, mas depois as coisas foram ficando repetitivas e ‘fáceis’, pois matava logo a charada ou onde a autora quis chegar.

Os outros personagens tiveram mais vigor que os protagonistas, a linhagem da princesa na floresta é interessante, mas sabemos que o grande mistério está ali logo de cara. Todos que a cercam no palácio são intrigantes porque tramam algo que a gente percebe, mas nunca sabe quando vem o bote, as crianças do pequeno vilarejo em suas gangues, eles ganharam muito mais destaques e por incrível que pareça, eles aparecem pouco em comparação aos protagonistas, mas são bem mais marcantes.

O final foi algo que me deixou bem ‘P’ da vida, apesar de saber onde os dois protagonistas se encaixavam, afinal, se eles estão narrando a história em algum momento precisam se encontrar, achei que o fato da autora nos contar todo o mistério, ou seja, de forma jogada me fez ficar sem entender o motivo de toda enrolação antes. Não vejo porque não contar nada ao leitor e depois literalmente pegar o personagem e falar: ‘senta aqui que vou te contar o motivo de tal coisa.’ Oie? Você vai nos dar a informação de bandeja no final do livro após páginas e páginas onde poderia ter colocado pequenas informações? Isso foi cansativo e desmotivante.

A minha animação caiu um pouco em relação ao qual comecei, mas esse enredo de reinos, magia e briga eterna entre o bem e o mal, apesar de clichê e batido é um gênero que curto, então tentarei voltar para o próximo, torcendo para que essas repetições e coisas cansativas não apareçam no próximo livro.

>>>Nas redes sociais há mais venenos <<<

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