BOOKS || Sangue (K. J. Wignall)

Autor: K. J. Wignall
Tradutor: Marsely Dantas
Editora: Bertrand
Série: Sim, livro 1 (série Vampiro de Mércia)
Temas: Jovem-Adulto, Vampiros, Sobrenatural

1256. Will estava destinado a ser o Conde de Mércia, mas não viveu o bastante para herdar o título, já que foi acometido por uma estranha doença aos 16 anos de idade. Mesmo assim, apesar de sua morte – e de seu enterro –, ele não está nada morto. Ao longo das páginas, o leitor vai compreender um pouco sobre esta condição de Will. Descobrir que ele está existindo entre a vida e a morte. Ocasionalmente hiberna, sempre esperando que a morte lhe chame e, toda vez que desperta, enterrado no solo, tem uma breve lembrança do primeiro pânico que sentiu em 1349. Sangue apresenta como um de seus principais diferenciais o fato de ser mais macabro e sombrio do que as obras atuais do gênero. Para Wignall, o romantismo é importante, mas nunca deve se sobrepor ao enredo. Assim, ele elaborou cenas angustiantes, como as que o protagonista enfrenta sempre que desperta das hibernações, além de ambientes sinistros e escuros e personagens bem-construídos, perversos e sem escrúpulos.
>>>PRIMEIRA FRASE DO LIVRO<<<
“Queimamos as bruxas em 1256.”

RESENHA<<<
Eu sempre imaginei o Drácula como um cara na faixa de 25/30 anos, por isso ao ver um adolescente de 16 anos, foi um pouco diferente do que minha imaginação e leituras sempre tiveram como base e esse foi o primeiro desafio na leitura.

O clima assustador e o lance de mistério relacionado ao protagonista permeia toda a história e apesar de ser um ponto bacana, algumas vezes se tornava repetitivo, porque as questões eram as mesmas e ninguém tinha as respostas ou qualquer indicação de onde poderíamos achar (as primeiras ideias só surgem quase no fim do livro).

Mas apesar de repetitivo, a ideia de fazer o protagonista não saber por que está naquela condição e ter uma aparente ‘maldição’ é um pano de fundo intrigante, e a maneira de como Will passa sua morte é diferente de tudo que sempre lemos sobre o tema vampiro – uma vida inteira sem dormir/descansar. Esse enredo é o que nos mantém conectados ao livro. Afinal porque ele foi transformado? Por quem? E porque o mistério em torno dessa longa vida?

A narrativa tem dois momentos, em alguns a gente percebe uma espécie de divagação do protagonista, ele nos conta poucos momentos da sua vida quando ele está acordado e ‘vivendo’ entre nós, a passagem dos anos, ou quando encontra algum personagem que pode ter alguma ligação com essa suposta maldição. E a grande maioria dos capítulos narra a história nos dias atuais, a busca do protagonista por essa verdade e como a cidade sofreu mudanças.

A narrativa em terceira pessoa ajuda em alguns momentos a ver pequenas ideias e pensamentos de pessoas que parecem interessadas em ajuda-lo ou simplesmente entender o porquê de estar com ele naquele momento (dia, ano, local).

O livro possui poucas cenas de ação e isso o faz ficar cansativo em alguns momentos, a ideia do livro em si não é de batalhas ou lutas épicas e sim mais de descobrimento e entender conceitos e ideias, mas torço bastante para que o próximo volume deixe as coisas mais ‘animadinhas’, apesar do livro ser fino (são 215 páginas), a gente não lê naquela velocidade alucinante.

Tivemos alguns ganchos e ideias para o próximo livro, então vamos ver o que o restante da trilogia nos reserva, de um modo geral, foi um novo conceito interessante sobre vampiros e suspense.

Próximo Livro:
Livro 2 - Alquimia

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